sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Bebida não mata

Dia desses indo até a casa da minha namorada a pé, passei em frente a um bar e vi um cara que sempre vejo nos barzinhos perto de casa. Eu via o cara sempre, desde quando aportei no São Braz (uns 14 anos), mas naquele dia me veio um pensamento diferente: bebida definitivamente não mata.
Desde que cheguei aqui no maravilhoso bairro do São Braz moro em frente a um bar. Eu então piá de bosta, ia dia e noite no bar pra comprar doces, salgadinhos, refrigerantes e afins. Hoje em dia já não vou tanto no bar da frente de casa, e conforme o tempo vai passando, menos eu vou no bar (o da frente de casa). Mas desde a primeira vez que fui ao bar via alguns caras lá. Os caras pareciam senhores trabalhadores, com boa aparência, sempre muito vermelhos e bebiam bastante. Eles passavam muito tempo no bar, e obviamente não estavam comprando refrigerante, pois eu não levo horas para comprar refrigerante pro almoço. Aqueles senhores tinham aparência de bêbados, bem comportados, mas bêbados. Na verdade eu não os via somente no bar da frente de casa, mas em muitos botecos da região São Braziana. 14 anos se passaram desde a primeira vez que eu fui ao boteco. E um pensamento me flagrou naquela noite.
“Caralho, desde que eu vim morar aqui os caras são os mesmos. Os caras bebem praticamente todos os dias e ainda estão vivos porra!”. Pois bem, fiquei feliz em saber que os caras não morreram de beber. Mas fiquei triste por outra causa: o seu Afonso morreu. O dono do bar. Conclusão: beber não mata, ver os outros beber é que mata.
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