Hoje o mundo acordou pronto para incomodar.
Responsável por depositar o peso das suas nuvens sobre meu universo, minha mulher rouba minha brisa me dando um “bom dia” recheado de insultos. Não fiz nada (homens nunca fazem nada), mas ela acredita que a culpa pelo chuveiro ter estragado é minha. Jorra na minha cara que não sou homem nem para consertar um chuveiro.
Tento explicar que não sei fazer isso, sou um intelectual que não se dedica aos problemas práticos da vida. A vida, então, se vinga de mim na prática.
O motorista do ônibus, que atrasa muitas outras pessoas, atrasa também a mim, mas sou egoísta o bastante para crer que é tudo comigo.
Na empresa tenho a breve sensação de que tudo irá melhorar com o término das minhas tarefas. Mas elas regurgitam. Meu chefe, que tem a função diária de tornar meu mundo pior, hoje exerceu seu papel com maestria. Não só criticou toda a execução dos meus deveres como também me humilhou. Me ironizou em frente aos colegas. Ajuizado, baixo a cabeça. Preciso do emprego, preciso do dinheiro.
O mundo, mais uma vez, me tornou mundano, rancoroso, odioso e odiante.
No meio da reexecução do serviço recebo ligações. Cobranças bancárias. Logo lembro que preciso pagar a escola do meu filho, a conta de água, a conta de luz e várias outras coisas incontáveis.
Passo o tempo pensando quanto tempo falta para se encerrar o meu tempo. Depois disso estou livre para me sentir esgotado e não fazer mais nada.
Encontro uma saída para descarregar todos os septilhões de quilos que o mundo depositou sobre minhas costas. Entrego-me ao alcoolismo, escondendo meus problemas dentro de outro maior.
Sem companhia, tomo o primeiro gole e falo com o mundo.
- Hoje você tava pesado hein!?
- Eu tenho sempre o mesmo peso. Você que tá fora da forma.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A vida cobra à vista
E não avisa quando vem o boleto.
Diferentemente do banco, que avisa e ainda deixa parcelar a fatura. Ou seja, até uma instituição dirigida pelo próprio Belzebu, que presta o serviço de guardar o meu dinheiro e cobrar de mim por isso, é mais simpático.
Mas, mesmo com o comunicado, continuo devendo uma quantia significativa. A advertência não me serviu de prevenção.
Não sei como nem quando vou pagar, mas espero que seja logo, para poder me endividar novamente.
Empréstimo está fora de cogitação.
Hoje em dia nem as mulheres andam solidárias. Nenhuma delas anda disposta a me emprestar a sua vulva para que eu tenha alguns minutos de prazer. E são só alguns minutos mesmo, pois tenho ejaculação precoce.
Não preciso de amor. Já o tenho em suas diversas formas, embora ele seja questionado frequentemente por uma das pessoas que amo. A Dona Vera, ou Verônica, deve estar #xatiada por que quebrei a tradição de ir ao seu aniversário sempre com a mesma camiseta desde 2005. Há muito tempo amo a camiseta e amo a Verônica, mesmo que seja só uma roupa e “só” uma amiga.
O traje que usei na festa deste ano comprei durante a minha viagem pela copa, que ainda estou pagando.
Minhas últimas moedas de tempo entreguei ao alcoolismo no final de semana.
Enquanto isso, se acumulam meus deveres universitários. Em minha lista de tarefas tem uma peça, um romance e um artigo para ler. Um trabalho e uma apresentação para fazer e uma análise para escrever. Isso deve ser feito em uma semana e é preciso conviver com as aulas.
Minha situação de pouco tempo e pouco dinheiro se reflete no corpo.
A vaidade está largada à própria sorte. A barba falha me dá um ar de mendigo e meu cabelo se encontra em um estado chamado carinhosamente de “Dread Power”.
Não tenho tempo nem dinheiro para manutenção.
Acho que estou ficando careca. O tempo tira o maior traço da minha identidade.
Me canso de não descansar. Durmo pouco e mal. Acordo atrasado, o que me faz ir de carro ao trabalho, gastando gasolina e estacionamento. Apressado, esqueço a marmita e pago pelo almoço.
Semana passada tive a maior torcicolo de todos os tempos. Até ao médico fui. E você, leitora, caso não conheça os homens, saiba que eles são muito orgulhosos e resistentes para ir ao médico.
Minha chefe falou que preciso praticar atividade física se quiser chegar aos 50.
Se chegar até lá, espero ter lido tudo, feito todos os trabalhos e ter pago minhas contas. Morrer devendo ao coisa ruim não deve ser coisa boa.
No tempo que não me resta escrevo essas coisas nesse blog, que a cada postagem tem seu número de leitores reduzido. Isso é triste, por que para escrever preciso usar a cabeça, objeto que não uso habitualmente.
As eleições acabaram e não tenho mais objetivos, não tenho por quem torcer e não posso mais xingar quem pensa diferente de mim. Por que, sabe, como não uso muito o cérebro não consigo aceitar opiniões diferentes das minhas.
Para piorar toda a situação, meu fone de ouvido estragou só de um lado.
Tá foda.
Se o Corinthians perder pro Coxa eu me mato.
Diferentemente do banco, que avisa e ainda deixa parcelar a fatura. Ou seja, até uma instituição dirigida pelo próprio Belzebu, que presta o serviço de guardar o meu dinheiro e cobrar de mim por isso, é mais simpático.
Mas, mesmo com o comunicado, continuo devendo uma quantia significativa. A advertência não me serviu de prevenção.
Não sei como nem quando vou pagar, mas espero que seja logo, para poder me endividar novamente.
Empréstimo está fora de cogitação.
Hoje em dia nem as mulheres andam solidárias. Nenhuma delas anda disposta a me emprestar a sua vulva para que eu tenha alguns minutos de prazer. E são só alguns minutos mesmo, pois tenho ejaculação precoce.
Não preciso de amor. Já o tenho em suas diversas formas, embora ele seja questionado frequentemente por uma das pessoas que amo. A Dona Vera, ou Verônica, deve estar #xatiada por que quebrei a tradição de ir ao seu aniversário sempre com a mesma camiseta desde 2005. Há muito tempo amo a camiseta e amo a Verônica, mesmo que seja só uma roupa e “só” uma amiga.
O traje que usei na festa deste ano comprei durante a minha viagem pela copa, que ainda estou pagando.
Minhas últimas moedas de tempo entreguei ao alcoolismo no final de semana.
Enquanto isso, se acumulam meus deveres universitários. Em minha lista de tarefas tem uma peça, um romance e um artigo para ler. Um trabalho e uma apresentação para fazer e uma análise para escrever. Isso deve ser feito em uma semana e é preciso conviver com as aulas.
Minha situação de pouco tempo e pouco dinheiro se reflete no corpo.
A vaidade está largada à própria sorte. A barba falha me dá um ar de mendigo e meu cabelo se encontra em um estado chamado carinhosamente de “Dread Power”.
Não tenho tempo nem dinheiro para manutenção.
Acho que estou ficando careca. O tempo tira o maior traço da minha identidade.
Me canso de não descansar. Durmo pouco e mal. Acordo atrasado, o que me faz ir de carro ao trabalho, gastando gasolina e estacionamento. Apressado, esqueço a marmita e pago pelo almoço.
Semana passada tive a maior torcicolo de todos os tempos. Até ao médico fui. E você, leitora, caso não conheça os homens, saiba que eles são muito orgulhosos e resistentes para ir ao médico.
Minha chefe falou que preciso praticar atividade física se quiser chegar aos 50.
Se chegar até lá, espero ter lido tudo, feito todos os trabalhos e ter pago minhas contas. Morrer devendo ao coisa ruim não deve ser coisa boa.
No tempo que não me resta escrevo essas coisas nesse blog, que a cada postagem tem seu número de leitores reduzido. Isso é triste, por que para escrever preciso usar a cabeça, objeto que não uso habitualmente.
As eleições acabaram e não tenho mais objetivos, não tenho por quem torcer e não posso mais xingar quem pensa diferente de mim. Por que, sabe, como não uso muito o cérebro não consigo aceitar opiniões diferentes das minhas.
Para piorar toda a situação, meu fone de ouvido estragou só de um lado.
Tá foda.
Se o Corinthians perder pro Coxa eu me mato.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Ele, ela e a operadora - Parte II
Ficou o dia inteiro na cama. Não se atreveu a comer e vomitou o que bebeu.
Próximo às 21h o apetite começava a abrir, parece que agora vai.
Depois cometeria o mesmo erro: beber o máximo que o corpo aguentasse.
Claro, sabia que iria se arrepender, da mesma maneira que estava arrependido agora. Mas não ficaria em casa em pleno sábado à noite.
Estava na idade em que sábados jamais eram perdidos e um sábado ganho era aquele que tinha muito álcool.
Mas aonde ir? Sua única comunicação ao longo do dia foi com a televisão, a cama e a privada.
Sacou o celular e disparou uma mensagem coletiva. “E aí? Vai fazer o que hoje?”.
A mensagem também não era tão coletiva. Selecionava os contatos de acordo com a frequência com que saia e dava preferência aos contatos femininos.
Quando passou pelo nome dela sua face veio à mente. Por 26 segundos pensou se deveria mesmo enviá-la. Enviou, mas sem fé na resposta.
- Naum sei ainda e vc? (21h15)
Buscou passar a impressão de que a mensagem fosse única.
- Naum sei tmb. Por isso mandei msg, pra ver se vc tinha alguma. (21h16)
- Hum. Pur enquanto nd. (21h20)
- E vai continuar assim? (21h20)
- Assim como? (21h23)
- Fazendo nada. (21h23)
- Num sei ainda. (21h27)
- É, pelo jeito vai. Tava ah fim de faze alguma. (21h27)
- Acho que vou ficar em ksa. (21h30)
- No sábado? Ah, vamo tomar alguma coisa. Uma cerveja, um vinho...um banho! (21h31)
- oiuHEIueiouEIOUiheuhu abusado! (21h31)
- Vô ficar em ksa mesmo. Tô sem carro. Meus pais foram viajar. (21h32)
- Mas eu tô de carro. Vamos fazer alguma entaum!? (21h32)
- Ah. Tô meio sem grana tbm. (21h38)
- De boa, eu pago a bera hj! (21h39)
- Ah, não curto muito sair sem grana. (21h47)
- Cheia de mimimi né!? (21h47)
- Ah, não é, mas tô ah fim de ficar em ksa mesmo. (21h53)
- É, eu tbm. Tô com vontade de ficar na tua casa! Oauehoaueoiuahoieu (21h53)
- ouaieuoaiuehioauehoiauheoiau besta! (21h55)
- Mas é sério! Aoiueioauehiouaoihu (21h56)
- Vem aqui então. Traz aquela bera que vc disse que ia pagar. (21h57)
- Tá bom. Que hrs posso ir? (21h59)
- Vô toma banho. Daqui uns 40 min pode vir. (22h04)
- Blz. Num lembro direito onde que eh. Me passa o end certinho. (22h06)
- ...
- Tá viva? (22h50)
- Tá. Me chama e não passa o end. Bem Curitibana mesmo neh!? (23h15)
- ...
- Se não queria que eu fosse por que chamou então? (00h23)
Foi dormir sem resposta. Com cervejas e camisinhas intactas.
Durante a madrugada de segunda para terça-feira recebeu as mensagens (7). Meio dormindo, demorou a entender, mas com uma lembrança dolorida, recordou-se.
Tim, viver Com fronteiras...e abstinência sexual.
----
Confira a primeira estória de "Ele, ela e a operadora".
Próximo às 21h o apetite começava a abrir, parece que agora vai.
Depois cometeria o mesmo erro: beber o máximo que o corpo aguentasse.
Claro, sabia que iria se arrepender, da mesma maneira que estava arrependido agora. Mas não ficaria em casa em pleno sábado à noite.
Estava na idade em que sábados jamais eram perdidos e um sábado ganho era aquele que tinha muito álcool.
Mas aonde ir? Sua única comunicação ao longo do dia foi com a televisão, a cama e a privada.
Sacou o celular e disparou uma mensagem coletiva. “E aí? Vai fazer o que hoje?”.
A mensagem também não era tão coletiva. Selecionava os contatos de acordo com a frequência com que saia e dava preferência aos contatos femininos.
Quando passou pelo nome dela sua face veio à mente. Por 26 segundos pensou se deveria mesmo enviá-la. Enviou, mas sem fé na resposta.
- Naum sei ainda e vc? (21h15)
Buscou passar a impressão de que a mensagem fosse única.
- Naum sei tmb. Por isso mandei msg, pra ver se vc tinha alguma. (21h16)
- Hum. Pur enquanto nd. (21h20)
- E vai continuar assim? (21h20)
- Assim como? (21h23)
- Fazendo nada. (21h23)
- Num sei ainda. (21h27)
- É, pelo jeito vai. Tava ah fim de faze alguma. (21h27)
- Acho que vou ficar em ksa. (21h30)
- No sábado? Ah, vamo tomar alguma coisa. Uma cerveja, um vinho...um banho! (21h31)
- oiuHEIueiouEIOUiheuhu abusado! (21h31)
- Vô ficar em ksa mesmo. Tô sem carro. Meus pais foram viajar. (21h32)
- Mas eu tô de carro. Vamos fazer alguma entaum!? (21h32)
- Ah. Tô meio sem grana tbm. (21h38)
- De boa, eu pago a bera hj! (21h39)
- Ah, não curto muito sair sem grana. (21h47)
- Cheia de mimimi né!? (21h47)
- Ah, não é, mas tô ah fim de ficar em ksa mesmo. (21h53)
- É, eu tbm. Tô com vontade de ficar na tua casa! Oauehoaueoiuahoieu (21h53)
- ouaieuoaiuehioauehoiauheoiau besta! (21h55)
- Mas é sério! Aoiueioauehiouaoihu (21h56)
- Vem aqui então. Traz aquela bera que vc disse que ia pagar. (21h57)
- Tá bom. Que hrs posso ir? (21h59)
- Vô toma banho. Daqui uns 40 min pode vir. (22h04)
- Blz. Num lembro direito onde que eh. Me passa o end certinho. (22h06)
- ...
- Tá viva? (22h50)
- Tá. Me chama e não passa o end. Bem Curitibana mesmo neh!? (23h15)
- ...
- Se não queria que eu fosse por que chamou então? (00h23)
Foi dormir sem resposta. Com cervejas e camisinhas intactas.
Durante a madrugada de segunda para terça-feira recebeu as mensagens (7). Meio dormindo, demorou a entender, mas com uma lembrança dolorida, recordou-se.
Tim, viver Com fronteiras...e abstinência sexual.
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Confira a primeira estória de "Ele, ela e a operadora".
segunda-feira, 18 de março de 2013
Má ré
Olhando para o céu, penso o quanto minha vida mudou depois que me livrei dela.
Tudo parecia piorar quando ela estava por perto. Ela era um aspirador obscuro, que eficientemente roubava todas minhas energias positivas.
Fui burro ao tentar levar aquilo a sério. Jamais poderia dar certo um relacionamento com uma pessoa que conheci após ter batido no meu carro.
Para momentos como aquele acumulei um arsenal de palavrões, que agora enriqueço cada vez mais. Teria o disparado, mas quando fui abrir a porta do carro ela já estava na janela chorando e pedindo desculpas. Não consegui dizer nada e ainda assumi a culpa.
- Bati o carro, amor. Vou chegar tarde – O pretexto parecia perfeito. Não era uma mentira, mas não foi o único motivo para ter chego 3h da madrugada. Fui ao motel com a mulher que bateu no meu carro.
Em uma única noite bati (e paguei) o carro, meu casamento acabou e fui ao motel (e paguei também) onde brochei pela primeira vez.
Depois que me separei ela e seu azar me faziam companhia frequente.
Minha saúde de ferro enferrujou. Passei a beber cada vez mais e a usar drogas depois que ela trouxe cocaína “só pra gente se divertir um pouco”. Até o meu time, o invencível Barcelona, passou a perder.
Quando percebi o revés tentei evitá-la, mas era inevitável. Mudei do meu quartinho de solteiro, mudei meu telefone e mudei de emprego. Melhor, perdi meu emprego.
Quando eu esboçava um sorriso ela surgia do chão para roubá-lo. Mercado, bar, médico, cinema, teatro...Ela parecia aquele e-mail com um slide idiota em que você se concentra e de repente aparece um demônio gritando em sua caixa de som.
Acreditei que me mudando para um cidade de 2.000 quilômetros de distância eu estaria livre, mas lá estava ela. Foi aí que concluí que não haveria outro jeito. Tive que matá-la.
Depois disso, minha vida finalmente melhorou. Muito. Penso isso mesmo que esteja olhando para o céu pela janela da minha cela enquanto outro detento me açoita.
Tudo parecia piorar quando ela estava por perto. Ela era um aspirador obscuro, que eficientemente roubava todas minhas energias positivas.
Fui burro ao tentar levar aquilo a sério. Jamais poderia dar certo um relacionamento com uma pessoa que conheci após ter batido no meu carro.
Para momentos como aquele acumulei um arsenal de palavrões, que agora enriqueço cada vez mais. Teria o disparado, mas quando fui abrir a porta do carro ela já estava na janela chorando e pedindo desculpas. Não consegui dizer nada e ainda assumi a culpa.
- Bati o carro, amor. Vou chegar tarde – O pretexto parecia perfeito. Não era uma mentira, mas não foi o único motivo para ter chego 3h da madrugada. Fui ao motel com a mulher que bateu no meu carro.
Em uma única noite bati (e paguei) o carro, meu casamento acabou e fui ao motel (e paguei também) onde brochei pela primeira vez.
Depois que me separei ela e seu azar me faziam companhia frequente.
Minha saúde de ferro enferrujou. Passei a beber cada vez mais e a usar drogas depois que ela trouxe cocaína “só pra gente se divertir um pouco”. Até o meu time, o invencível Barcelona, passou a perder.
Quando percebi o revés tentei evitá-la, mas era inevitável. Mudei do meu quartinho de solteiro, mudei meu telefone e mudei de emprego. Melhor, perdi meu emprego.
Quando eu esboçava um sorriso ela surgia do chão para roubá-lo. Mercado, bar, médico, cinema, teatro...Ela parecia aquele e-mail com um slide idiota em que você se concentra e de repente aparece um demônio gritando em sua caixa de som.
Acreditei que me mudando para um cidade de 2.000 quilômetros de distância eu estaria livre, mas lá estava ela. Foi aí que concluí que não haveria outro jeito. Tive que matá-la.
Depois disso, minha vida finalmente melhorou. Muito. Penso isso mesmo que esteja olhando para o céu pela janela da minha cela enquanto outro detento me açoita.
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