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terça-feira, 29 de março de 2016
Canção do Exílio Curitibana
Minha terra tem pinheiros,
Onde canta o Plá;
Os pombos, que aqui rodeiam,
Gostam muito de cagar.
Nosso céu é mais cinza,
Nossas vagas, menos flores.
Nossos shoppings têm mais vida,
Nossa vida vendedores.
Em andar, sozinho, à noite,
Mais nazis encontro lá;
Minha terra tem preconceitos,
Que dão vontade de chorar.
Minha terra tem bolores,
que não dá pra evitar;
Tem neblina toda noite,
Muita umidade no ar;
Minha casa tem goteiras,
enquanto a chuva não parar.
Não permita deus que eu morra,
Sem a neve eu avistar;
Sem a Avenida das Torres
um dia desengarrafar;
que eu não morra de vergonha,
se me obrigarem a falar.
sábado, 16 de janeiro de 2016
Poema de Aniversário
Todo dia é de comemorar
Viva todos eles
Evolua diariamente
Continue caminhando...
As dores virão,
Mas passarão com o tempo
Não o torne um pavor
Use a seu favor
O que você fizer
Volta
Não faça mal
Não seja falso
Deu um passo em falso?
Errou?
Aprenda
Não repita
Não repita
Não repita
A vida segue em frente
enfrente
Não ligue para as tendências
Tenha experiências
Não conte com a sorte,
Nem com superstições
Se elas ajudarem, bem vindas,
Antes faça você o que for possível
Se quiser ter religião, tudo bem,
algumas não fazem tão mal
Acima disso,
tenha fé em si mesmo
Você não é obrigado a ser o melhor
Mas dê o seu melhor
O futuro existe
e pode dar certo
Viva como se houvesse amanhã
porque sempre há
Continue vivo
Ame
Viva todos eles
Evolua diariamente
Continue caminhando...
As dores virão,
Mas passarão com o tempo
Não o torne um pavor
Use a seu favor
O que você fizer
Volta
Não faça mal
Não seja falso
Deu um passo em falso?
Errou?
Aprenda
Não repita
Não repita
Não repita
A vida segue em frente
enfrente
Não ligue para as tendências
Tenha experiências
Não conte com a sorte,
Nem com superstições
Se elas ajudarem, bem vindas,
Antes faça você o que for possível
Se quiser ter religião, tudo bem,
algumas não fazem tão mal
Acima disso,
tenha fé em si mesmo
Você não é obrigado a ser o melhor
Mas dê o seu melhor
O futuro existe
e pode dar certo
Viva como se houvesse amanhã
porque sempre há
Continue vivo
Ame
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Dois Poeminha Safado
Linguística
Esqueça a morfologia,
é hora de morfar.
A sociolinguística é o que nos une
Não pense na psique,
na sintaxe,
sinta
Seu cinto sou eu
Não há semântica
Só há sentido
na fonética e fonologia
quando você sente
a melhor função da língua
Esqueça a morfologia,
é hora de morfar.
A sociolinguística é o que nos une
Não pense na psique,
na sintaxe,
sinta
Seu cinto sou eu
Não há semântica
Só há sentido
na fonética e fonologia
quando você sente
a melhor função da língua
Schwa
----------------------
Cronos
Ela rola a rola em seus lábios de labareda
Sua boca quente parece não ter dentes
A língua alinha o universo
Estrelas no céu
Sinto sua textura
Acaricia a pica dura como cimento
Agradeço o nascimento
E a sensação de quase morte
Ela me olha
Olho para meus cílios
Ela me molha
E engole nossos filhos
Ela rola a rola em seus lábios de labareda
Sua boca quente parece não ter dentes
A língua alinha o universo
Estrelas no céu
Sinto sua textura
Acaricia a pica dura como cimento
Agradeço o nascimento
E a sensação de quase morte
Ela me olha
Olho para meus cílios
Ela me molha
E engole nossos filhos
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Rascunhos
Epifânio
Ao lhe faltar o ar
o fanho teve epifania
aprendeu a falar.
Mistério
Pelos seus cabelos,
não consigo saber,
a cor dos seus pelos.
Nem se os têm,
quem o saberá?
Gato
Gato, gato, gato...
Desfila como cuidasse do sapato.
Tu és um gato, gato.
Aproxima-se,
ataca minha rinite
e te mato.
Dentro dum saco
arremesso
rio.
Ao lhe faltar o ar
o fanho teve epifania
aprendeu a falar.
Mistério
Pelos seus cabelos,
não consigo saber,
a cor dos seus pelos.
Nem se os têm,
quem o saberá?
Gato
Gato, gato, gato...
Desfila como cuidasse do sapato.
Tu és um gato, gato.
Aproxima-se,
ataca minha rinite
e te mato.
Dentro dum saco
arremesso
rio.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Mais uns poema aí
Franqueza e Fraqueza
Sejamos francos
Caso contrário
Sejamos frangos
Bater ou se abater?
O jogo só vira
Se a Palavra é viva
Se virar ação
Haverá viração?
Quem viver
viverá
--------------------
Os dias de hoje
Tem tanto conteúdo, contudo, pouco contato
Com tato, contanto, não se pode com tudo
Tanta informação e tão pouca informatividade.
Tanta gente, mas tão poucos de verdade.
Tanta comida e tão poucos comedores.
Tanta corrida e tão poucos corredores.
Tanto dinheiro e tão poucos roedores.
Há tanto e tão pouco
Tanto tampouco.
Sejamos francos
Caso contrário
Sejamos frangos
Bater ou se abater?
O jogo só vira
Se a Palavra é viva
Se virar ação
Haverá viração?
Quem viver
viverá
--------------------
Os dias de hoje
Tem tanto conteúdo, contudo, pouco contato
Com tato, contanto, não se pode com tudo
Tanta informação e tão pouca informatividade.
Tanta gente, mas tão poucos de verdade.
Tanta comida e tão poucos comedores.
Tanta corrida e tão poucos corredores.
Tanto dinheiro e tão poucos roedores.
Há tanto e tão pouco
Tanto tampouco.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Uns Poema aí
Beleza única
Tinha a beleza delicada de uma guerreira
Era séria e arteira
Era tão linda
Mas tão linda
Mas tão linda
Que ninguém acredita
Nem homem
Nem Deus
Nem o Capeta
Sua graça nem cabe na minha letra
Pena
que tinha chulé na teta.
Clichê da Poha
Amor e dor
Rima
E é um clichê da poha!
Na poesia
os opostos se atraem
E isso também é um clichê da poha!
Linguagem automatizada
tão usada
Que não posso dizer mais nada.
Poha!
Violência parte I
Quando violado
vi o lado
do meu violador
Ter sido roubado
era o resultado
do roubo diário dos seus direitos
Mas não vi direito
E matei o filho da puta
Espírito Curitibano
Em Curitiba toda alma é di vina
minha navegação
para na estação tubo.
Tudo no centro é solidão
mas não largo mão
de encontrar algo aqui.
Vou em busca de dois corações
por favor, com catupiry.
Bem me viu quem me vê
Quem me vê assim,
de passagem,
me vê feio,
meio torto,
indo e vindo.
Prometo:
quando morto,
serei lindo.
Violência parte II
A Violência é grátis, é Free, é gratuita
Promoção! Ninguém acredita
Pegue a sua na próxima esquina
Ninguém se esquiva
É a sina da nossa rotina
É possível cheirar (cocaína)
Degustar (sangue)
Ver (Chacina)
Ouvir (gritos)
Sentir na pele a emoção
Ela é Tua, é minha
é nossa senhora
É Aqui, é Agora
A Cidade em Alerta
Aberta
Salve o Brasil, Urgente
O tempo urge na urbe
Ruge o cordeiro
para receio do pastor
A violência é democrática
Ninguém tem paz
Criada pela desigualdade
Tornou todos iguais
É física, é psicológica
É metódica
É cerveja, é vodka
É crack, é no futebol
É na luz da lua e do sol
É na escuridão
É em casa
É na rua
É na escola
É na escolta
É da criança
É do adulto
É de todos
É em tudo
A nossa volta
Deus está com medo
não volta cedo
Onisciente
Onipotente
Onipresente
Presente
Passado
Pressente o futuro?
Tinha a beleza delicada de uma guerreira
Era séria e arteira
Era tão linda
Mas tão linda
Mas tão linda
Que ninguém acredita
Nem homem
Nem Deus
Nem o Capeta
Sua graça nem cabe na minha letra
Pena
que tinha chulé na teta.
Clichê da Poha
Amor e dor
Rima
E é um clichê da poha!
Na poesia
os opostos se atraem
E isso também é um clichê da poha!
Linguagem automatizada
tão usada
Que não posso dizer mais nada.
Poha!
Violência parte I
Quando violado
vi o lado
do meu violador
Ter sido roubado
era o resultado
do roubo diário dos seus direitos
Mas não vi direito
E matei o filho da puta
Espírito Curitibano
Em Curitiba toda alma é di vina
minha navegação
para na estação tubo.
Tudo no centro é solidão
mas não largo mão
de encontrar algo aqui.
Vou em busca de dois corações
por favor, com catupiry.
Bem me viu quem me vê
Quem me vê assim,
de passagem,
me vê feio,
meio torto,
indo e vindo.
Prometo:
quando morto,
serei lindo.
Violência parte II
A Violência é grátis, é Free, é gratuita
Promoção! Ninguém acredita
Pegue a sua na próxima esquina
Ninguém se esquiva
É a sina da nossa rotina
É possível cheirar (cocaína)
Degustar (sangue)
Ver (Chacina)
Ouvir (gritos)
Sentir na pele a emoção
Ela é Tua, é minha
é nossa senhora
É Aqui, é Agora
A Cidade em Alerta
Aberta
Salve o Brasil, Urgente
O tempo urge na urbe
Ruge o cordeiro
para receio do pastor
A violência é democrática
Ninguém tem paz
Criada pela desigualdade
Tornou todos iguais
É física, é psicológica
É metódica
É cerveja, é vodka
É crack, é no futebol
É na luz da lua e do sol
É na escuridão
É em casa
É na rua
É na escola
É na escolta
É da criança
É do adulto
É de todos
É em tudo
A nossa volta
Deus está com medo
não volta cedo
Onisciente
Onipotente
Onipresente
Presente
Passado
Pressente o futuro?
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Quadrilha
João odiava Teresa que odiava Raimundo
que odiava Maria que odiava Joaquim que odiava Lili
que não odiava ninguém.
Teresa quebrou uma garrafa de skol litrão na cabeça de João,
que move um processo contra ela desde então.
A beira da morte, Raimundo e Maria se reconciliaram,
mas não tiveram tempo de se amar.
Maria e Joaquim ficaram eternamente sem se falar.
Lili assassinou J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
que odiava Maria que odiava Joaquim que odiava Lili
que não odiava ninguém.
Teresa quebrou uma garrafa de skol litrão na cabeça de João,
que move um processo contra ela desde então.
A beira da morte, Raimundo e Maria se reconciliaram,
mas não tiveram tempo de se amar.
Maria e Joaquim ficaram eternamente sem se falar.
Lili assassinou J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Paraíso
O mundo não tem mais jeito
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Rotina
Rotina que amedronta
Hábito que assombra
O medo de viver à sombra de si mesmo
Viver sempre a sombra de ontem
Na escuridão do amanhã
Olhar pra frente e poder enxergar
Aquilo que não queria
Ter que saber infelizmente
Como será o próximo dia
Hábito que assombra
O medo de viver à sombra de si mesmo
Viver sempre a sombra de ontem
Na escuridão do amanhã
Olhar pra frente e poder enxergar
Aquilo que não queria
Ter que saber infelizmente
Como será o próximo dia
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