É madrugada e alguém sobre a escada. Um desconhecido sobe a escada da minha casa.
Não vejo. Não sei quem é, mas é uma figura masculina.
Ele sobe decidido. Sabe o que quer. Mesmo no escuro ele não tateia por onde passa. Conhece a casa. Anda rápido, mas pra mim a ação se passa de forma lenta.
Ele tem um objetivo e vem cumpri-lo.
Chega ao cume e vem em direção onde estou. Nem mesmo olha para o banheiro ou para os outros dois quartos, um deles com a porta aberta.
Tem algo na mão direita. Algo que irá usar para cumprir sua meta. Uma arma? Um machado? Um martelo? Uma faca?
Se aproxima e praticamente encosta o corpo à porta. Toca a mão esquerda na maçaneta...
Acordo.
Me viro e olho para a porta. Misteriosamente a luz se acende. Meu coração dispara.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Sonho impossível (?)
Tive um sonho. Um sonho bom. Estávamos saindo de casa para ir a uma festa. Namorávamos e tínhamos uma rotina normal. Tão simples. Parecia verdade.
Um sonho tão possível, tão palpável, exceto pelo fato de não poder-mos namorar. Afinal, não posso largar meu namorado por aquela loucura que nós duas cometemos.
Mas ainda assim, queria que continuasse. Queria que estivéssemos no meu sonho, que se realizasse. Como não dá, queria ao menos que o sonho continuasse. E também não deu. Acordei sorrindo.
Um sonho tão possível, tão palpável, exceto pelo fato de não poder-mos namorar. Afinal, não posso largar meu namorado por aquela loucura que nós duas cometemos.
Mas ainda assim, queria que continuasse. Queria que estivéssemos no meu sonho, que se realizasse. Como não dá, queria ao menos que o sonho continuasse. E também não deu. Acordei sorrindo.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A porta
São quase 4h e ainda preciso escovar os dentes e mijar antes de dormir. Que preguiça. Nessas horas queria muito morar em uma das suítes da república/ pousada/ sei lá o quê.
Tenho que passar por aquele corredor. A república não é uma construção fechada. O meu quarto é o último da galeria que desemboca na sacada. Ali é mole de qualquer um subir. Encontrar alguém pelo caminho pode ser muita sorte ou muito azar.
Do lado esquerdo passo por quatro quartos, do direito tem uma suíte à minha frente e depois a escada, que é o ponto mais escuro do corredor obscuro. Se tiver alguém ali nem vejo. Prefiro passar rápido e nem olhar.
O banheiro que uso é o segundo depois da escada, mas tá entupido há mais de duas semanas e a administração não faz porra nenhuma. Assim, uso o primeiro, que é de “propriedade” de uma guria que nunca vi, mas sei que é uma xarope.
Na verdade não vi muita gente. Nesse tempo que moro aqui só conheço o Tavares, um cara com cabelo branco que deve ter uns 40 anos. Gente fina o Tavares.
E tem também a Bahiana. Bahiana chata do caralho. Tenho raiva dela de tão chata que é. Quando ouço sua voz me seguro para não ir ao banheiro e arriscar encontrá-la. Não é coisa de curitibano, é? Se for também foda-se. O que importa é não arriscar encontrá-la.
Escovo os dentes e urino. Volto para o quarto. Desligo minha companhia e acendo outra, o computador e o cigarro, o último pré-nupcial.
Deixo o “cinzeiro” (uma lata de batata Stax) ao lado da cama. Termino de fumar e durmo. To pregado. Mal fecho os olhos e já começo a sonhar.
Sonho o que passei há pouco: o simples fato de ir ao banheiro, mas a volta não é tão tranqüila como quando estava acordado.
Quando vou fechar a porta uma mão me impede. Estou atrás da porta e alguém a empurra com força querendo entrar. Não consigo ver quem é, o rosto parece embaçado.
Continuamos nosso cabo de força inverso. Tento empurrar com os pés, mas não adianta. Empurro com toda a força...
Acordo.
Estou com a respiração ofegante, como se estivesse realmente empurrando a porta. Depois do susto resolvo me certificar de que a porta estava trancada.
Não estava.
Tenho que passar por aquele corredor. A república não é uma construção fechada. O meu quarto é o último da galeria que desemboca na sacada. Ali é mole de qualquer um subir. Encontrar alguém pelo caminho pode ser muita sorte ou muito azar.
Do lado esquerdo passo por quatro quartos, do direito tem uma suíte à minha frente e depois a escada, que é o ponto mais escuro do corredor obscuro. Se tiver alguém ali nem vejo. Prefiro passar rápido e nem olhar.
O banheiro que uso é o segundo depois da escada, mas tá entupido há mais de duas semanas e a administração não faz porra nenhuma. Assim, uso o primeiro, que é de “propriedade” de uma guria que nunca vi, mas sei que é uma xarope.
Na verdade não vi muita gente. Nesse tempo que moro aqui só conheço o Tavares, um cara com cabelo branco que deve ter uns 40 anos. Gente fina o Tavares.
E tem também a Bahiana. Bahiana chata do caralho. Tenho raiva dela de tão chata que é. Quando ouço sua voz me seguro para não ir ao banheiro e arriscar encontrá-la. Não é coisa de curitibano, é? Se for também foda-se. O que importa é não arriscar encontrá-la.
Escovo os dentes e urino. Volto para o quarto. Desligo minha companhia e acendo outra, o computador e o cigarro, o último pré-nupcial.
Deixo o “cinzeiro” (uma lata de batata Stax) ao lado da cama. Termino de fumar e durmo. To pregado. Mal fecho os olhos e já começo a sonhar.
Sonho o que passei há pouco: o simples fato de ir ao banheiro, mas a volta não é tão tranqüila como quando estava acordado.
Quando vou fechar a porta uma mão me impede. Estou atrás da porta e alguém a empurra com força querendo entrar. Não consigo ver quem é, o rosto parece embaçado.
Continuamos nosso cabo de força inverso. Tento empurrar com os pés, mas não adianta. Empurro com toda a força...
Acordo.
Estou com a respiração ofegante, como se estivesse realmente empurrando a porta. Depois do susto resolvo me certificar de que a porta estava trancada.
Não estava.
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