Mostrando postagens com marcador Desilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desilusão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de abril de 2016

Classificados

Livrarias
LIVROS E CDS
COMPRO, Universitários, técnicos, engenharia, psicologia, filosofia, espírita, literatura, ensino médio e outros. (41) 3222-0410


Digitação/comp. Gráfica
DIGITAÇÃO E PESQUISA
Monografias, Trabalhos, Relatórios e outros. 3527-5781 (antigo 3018-8063) dvdigitacao@gmail.com (41) 9798-9380

Engenharia
ARQ/ENGENHARIA
Projetos, execuções e regularização de obras. Especialidade em estruturas. delavega@creapr.org.br (41) 9604-1441

Massagistas
MASSAGEM
TERAPÊUTICA, anti stress, relaxante. Com estacionamento. No Bacacheri, R. Canada. Aceito cartões. Elvira (41) 9504-2509


Astrologia/esotorismo
TARÓLOGA
Sensitiva 15 anos Trab.só p/o Bem.Problemas, Negócios, Saúde, Amor. Por ser um dom só cobra consulta. (stephany) (41) 9541-0175

TARÓLOGA
Previsões 2016 Trab.só p/o Bem.Problemas, Negócios, Saúde, Amor. Por ser um dom só cobra consulta. (Idalina) (41) 9542-3040


Recados
AGÊNCIA ELE E ELA
NAMORO e casamento. Há 17 anos c/ seriedade, compromisso e dedicação. www.agenciaeleelea.com.br (41) 3345-8787

Títulos de clubes
TITULO
remido Sta Mônica Club de Campo, Vlor clube R$7.200 vlor transf.R$1.400, Vlr venda R$5.500 transferido (41) 9976-3223

TÍTULO DO IATE
CLUBE Guaratuba, duvidas e maiores informações ligar para o escritório do Iate Clube em Curitiba: (41) 413081-8171

TÍTULO GRACIOSA
Vende-se Título Patrimonial Graciosa Country Club. R$40.000,00. Falar com Zeco. Aceito Proposta (41) 9106-0402

VENDO
Título Patrimonial do Clube Santa Monica. Aproveite o verão e o excepcional conjunto de piscinas. Tratar Helio (41) 3243-4307

Detetives
DETETIVE
A ABIMINVSTIG/ANCIP 0001 invest.conj empres pessoais levant.vida pregressa acomp 24h fotos film grav em fone fixo/cel pl 24h www.abiminvstig.com.br (41) 8860-8687

DETETIVE
A Millenium informações empresariais, pessoais e adultério. Atendimento 24h atuamos em todas as áreas. Brasil x Mercosul CRDPR:0262 Sigilo Absoluto (41) 9898-0558

DETETIVES
Curitiba.Invest. empresarial, familiar, conjugal. Atend.Brasil e Exterior. Sigilo absoluto. Atend. 24hs. 28 anos no ramo (41) 3088-7899

Jazigos
JAZIGO
Cemitério Parque Iguaçu, 3 gavetas, estuda contra oferta. 41 9758-1513

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Por quê?

- Por que eu? Por que logo comigo? Com a pessoa que mais te ama? Nunca fiz mal pra você. Nunca fiz mal pra ninguém. Pelo contrário, sempre procuro fazer o bem pra todo mundo. Sempre prezei pela amizade dos meus amigos, pelo amor de quem eu amo e pelo bem de qualquer ser humano. Sou prestativa com todos. Sempre estendo a mão. Sempre tô disponível para quem precisar de mim, toda hora. Nunca neguei nada pra ninguém. Sempre fui generosa. Emprestei dinheiro para quem precisou. Emprestei meu carro para quem precisou. Emprestei meu ombro para quem precisou. Dei meu tempo para quem precisou. Nunca me aproximei de ninguém querendo favores. Nunca falei mal de ninguém. Nunca fui mau com ninguém. E é isso que eu recebo em troca. Por quê? Me responde! Por quê?

- Por isso mesmo.




quarta-feira, 15 de julho de 2015

Uns Poema aí

Beleza única

Tinha a beleza delicada de uma guerreira
Era séria e arteira
Era tão linda
Mas tão linda
Mas tão linda
Que ninguém acredita
Nem homem
Nem Deus
Nem o Capeta
Sua graça nem cabe na minha letra
Pena
que tinha chulé na teta.



Clichê da Poha

Amor e dor
Rima
E é um clichê da poha!

Na poesia
os opostos se atraem
E isso também é um clichê da poha!

Linguagem automatizada
tão usada
Que não posso dizer mais nada.

Poha!



Violência parte I

Quando violado
vi o lado
do meu violador

Ter sido roubado
era o resultado
do roubo diário dos seus direitos

Mas não vi direito
E matei o filho da puta



Espírito Curitibano

Em Curitiba toda alma é di vina
minha navegação
para na estação tubo.
Tudo no centro é solidão
mas não largo mão
de encontrar algo aqui.
Vou em busca de dois corações
por favor, com catupiry.



Bem me viu quem me vê

Quem me vê assim,
de passagem,
me vê feio,
meio torto,
indo e vindo.

Prometo:
quando morto,
serei lindo.



Violência parte II

A Violência é grátis, é Free, é gratuita
Promoção! Ninguém acredita
Pegue a sua na próxima esquina
Ninguém se esquiva
É a sina da nossa rotina

É possível cheirar (cocaína)
Degustar (sangue)
Ver (Chacina)
Ouvir (gritos)
Sentir na pele a emoção

Ela é Tua, é minha
é nossa senhora
É Aqui, é Agora
A Cidade em Alerta
Aberta
Salve o Brasil, Urgente
O tempo urge na urbe
Ruge o cordeiro
para receio do pastor

A violência é democrática
Ninguém tem paz
Criada pela desigualdade
Tornou todos iguais

É física, é psicológica
É metódica
É cerveja, é vodka
É crack, é no futebol
É na luz da lua e do sol
É na escuridão
É em casa
É na rua
É na escola
É na escolta
É da criança
É do adulto
É de todos
É em tudo
A nossa volta
Deus está com medo
não volta cedo

Onisciente
Onipotente
Onipresente

Presente
Passado
Pressente o futuro?

terça-feira, 9 de junho de 2015

Glúteos trabalhados

Minha bunda é como um imã atraído pela cadeira da firma. Nela, meus glúteos se colam às 8h de todas as manhãs. Passo o dia tentando soltá-la e só consigo às 18h.

Os anos de atração fazem com que a cadeira tenha as minhas formas, com as duas bandas bem delineadas. Entre parafusos e pregas, o que mais me prende é o bolso. Quando escolhi minha profissão queria ajudar pessoas, tentar salvar o mundo. Hoje só quero salvar os meus fundos. O idealismo não paga as contas.

O sonho começou nos bancos da faculdade. Por quatro anos estudei comunicação e cultura digital, filosofia e ética, fotojornalismo, fundamentos de administração, história contemporânea do Brasil, história da comunicação, introdução ao jornalismo e legislação, língua portuguesa, planejamento gráfico, redação jornalística, técnicas de apuração, comunicação institucional, história da arte e da cultura, jornalismo digital, jornalismo gráfico, rádiojornalismo, sociologia da comunicação, telejornalismo, teorias da comunicação, cinema documentário, metodologia científica, pesquisa em jornalismo, planejamento em jornalismo, psicologia e comunicação, crítica ao jornalismo, empreendedorismo e inovação em jornalismo, teoria política e finalizei com o temido trabalho de conclusão de curso.

E tudo isso para quê? Para hoje recepcionar visitantes, atender telefonemas, fazer planilhas, desenvolver relatórios, organizar contas, pagamentos, arquivos e documentos.

Passei o período acadêmico com a esperança de que no final haveria um emprego, uma recompensa por todas noites em dia e o desgastante tempo gasto.

Cheguei ao final da corrida e não pude subir ao pódio, não recebi medalha, não rompi a faixa de chegada e ninguém me aplaudiu. E o pior, não pude parar de correr.

Tinha a ideia de que sempre haveria lugar para os melhores, mas não. A corrida é injusta. Há pessoas que pegam um atalho. Percorrem metade do trajeto e chegam onde eu deveria estar.

Encontrá-los faz com que eu me sinta ainda mais frustrada. A pergunta “e aí, tá fazendo o quê?” é opressora. Sou obrigada a dizer que sou uma mera auxiliar administrativa. E que não, não fui eu que desisti da área. Foi ela que desistiu de mim.

Dia desses atendi um ex-colega. Tive que me submeter. Prestar serviço à uma pessoa que não estudou nem um terço do que eu. Esse filho da puta era o mesmo que se orgulhava de ter saído da faculdade sem ter lido nenhum livro, que colava na prova, que fez o trabalho de conclusão nas costas da sua dupla e que entrou na empresa onde está por indicação de um amigo que vivia no bar com ele enquanto eu estava na aula.

Mas, fazer o que? O meu destino é o de quem não nasceu com o cu virado para a lua.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Algema de sentimentos

Passou óleo, passou margarina, passou sabonete e não passava a agonia em ter aquilo em sua mão. Passou o dia e ainda não estava livre.

Ter aquela lembrança concreta era como manter uma fidelidade abstrata e unilateral.

Tudo acabou e o grilhão insistia em prendê-lo ao passado.

Engordou demais desde que comprou a aliança, que serviria para selar um compromisso.

Seu corpo engordou, sua cara engordou, seu dedo engordou, seu coração engordurou.

Talvez seu sobrepeso tenha sido o motivo para ser trocado. Agora era outro o dono dos sentimentos dela, que ele julgava ser único dono.

Por imaginar a eternidade ele esqueceu-se do presente e jamais se preocupou em tirar a jóia.

Pensava que a removeria somente para substituir por uma dourada, mas seu comodismo também evitou a troca.

Agora lutava contra a própria natureza para enfim livrar-se. Passou pela sua cabeça a ideia de arrancar o dedo para poder se libertar do fardo.

Queria tirá-la e jogá-la o mais longe possível. Arremessar para além do horizonte. Cegar qualquer visão anterior, ensurdecer seus velhos sentimentos e silenciar a gritante tristeza.

Ao conseguir retirar a infeliz, finalmente se sentiu aliviado como se removesse uma bala do corpo, mas embora se livrasse do projétil não conseguiu curar o ferimento.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O ex-poeta

O poeta já não mais poetisa.

Sua esperança morreu e não foi a última, sobrou seu corpo, como testemunha.

Agora virou trabalhador. Anda de carro, bate cartão, não conversa, não olha pela janela, não divaga, não ri e não chora.

Seu olhar poético embaçou. Seu coração empedreceu. Robotizou-se. Desensibilizou-se.

Ele agora só vai. Segue um caminho reto, sem desvios, sem emoções, sem desafios. Não sabe aonde quer chegar. Segue um rumo que o guia na certeza do nada.

Em sua jornada de zumbi o ex-poeta às vezes avista a alma penada da sua esperança, que some assim como seus sonhos.

Antes usada para celebrar, a bebida perdeu seu sentido. Não há nem lamentação e a ressaca já não faz sua parte. Não tem mais mágoas para afogar. Ex-poetas não tem mágoas.

O ex-poeta não tem motivos para viver, para morrer ou para escr