No nosso último episódio (cacete, quanto tempo): Mensagem errada, na hora errada, pra pessoa errada, enfim, todo errado.
Hoje: “O cara” dá um susto mal sucedido na pessoa inapropriada.
Sim amigos, nosso super-herói estava desaparecido, mas quando a necessidade pede ele surge com sua imensa cara de pau e sua capacidade de ficar com a face corada em questão de segundos. E mais uma vez o ambiente de trabalho é o palco de suas aventuras.
A sexta-feira estava ensolarada e todos foram trabalhar com a faceirice estampada na cara. Risadas, piadas e animação ditavam o ritmo de trabalho eis que surge a frustração. A chefe, que não desfrutava da mesma alegria, como um cachorro vira-lata chega, dá uma grande mijada e vai embora. Vai embora e a alegria...Não volta mais. Nem a vontade de trabalhar.
Ao longo do dia a enrolação toma conta do ambiente. Duas horas de almoço invés de meia hora. As risadas prosseguiam, mas com um tom de frustração. Também, depois daquela comida de rabo o dia não podia prosseguir naturalmente. Mas ele, o grande, surge para salvar o dia, o final de semana, e devolver o sorriso às carinhas tristes.
Há meia hora para o término do expediente o trabalho é intenso. Intenso mesmo. Como enrolaram o dia inteiro a última meia hora ficou sobrecarregada. Ele e outros três amigos ouvem alguém subindo pelas escadas de madeira. Um deles olha pela janela, abre os braços e faz uma cara de dúvida. Fica por isso.
Todos entranham o fato de a pessoa não ter entrado na sala em que estavam. O intruso fica mexendo na biblioteca, o que dificilmente acontecia sem que falassem com quem lá estava. Nosso paladino estufa o peito e decide averiguar quem era. Melhor: resolve assustar o funcionário que chegou lá e não falou nada. Ele abre a porta rapidamente e grita: “Ráááááá”.
O resultado é inesperado. O susto é maior nele do que no suposto assustado, pessoa esta que ele acreditava ser um funcionário, mas era um visitante desconhecido. A pessoa sentada há cinco metros de distância olha pra ele como quem diz: “O que esse idiota tá fazendo?”. Ele também desfruta do mesmo pensamento quando é questionado por um dos colegas:
- Fogo, o que foi isso?
Ele não soube responder. Passada a meia hora restante de trabalho ele vai embora e envergonhado se desculpa com a visita, que foi embora no dia posterior para Manaus-AM e nunca mais voltou. Não sei por que.
----
Aos poucos, mas fiéis leitores:
Desculpem-me amiguinhs bunis. Assim como essa Brasila o meu CÉLEBRO (Sic) só funciona depois do carnaval. Mas assim como o Ronaldo o Di-vag está de volta!!!
quarta-feira, 11 de março de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Cenoura cuzida. E Andressa também.
Andressa e Cenoura se tornaram a atração principal da festa do aniversário de Maicon, amigo do casal. Devido ao alto teor alcoólico que ambos já carregavam na corrente sangüínea o volume da discussão era igualmente alto. A cada três palavras que cada um dizia quatro eram palavrões. Quando a primeira palavra de baixo calão foi pronunciada a avó de Maicon se engasgou com o pedaço de picanha que mastigava. Maicon tentou intervir várias vezes, mas cada nova investida era respondida com o mesmo xingamento pelos dois. Dada a situação Maicon achou melhor levar a avó octogenária para dormir, ainda com a carne na boca. Assim como a véia os convidados foram se retirando pouco a pouco já cansados de ouvir a discussão onde cada frase se encerrava com um chamando o outro pelo nome completo. Além disso, um gole no copo de whisky lubrificava a breve pausa entre a réplica, a tréplica, a tetréplica e etcetera. Depois de todos os convidados o casal (pelo menos até então) só se retirou depois de terminar a garrafa de Jhonny Walker Black Label.
No dia posterior Andressa acordou primeiro, com a cara amarrada, uma grande dor de cabeça e a vontade eminente de jogar água fervente em cenoura ainda enquanto dormia. Adicionada a sede, cenoura sentiu a mesma vontade quando despertou meia hora depois. Dadas as tendências homicidas de cenoura ele teria o feito se Andressa estivesse no quarto. Quando se levantou o mundo girou e ele foi correndo ao banheiro vomitar. Na cozinha os dois se encontraram e se lançaram um olhar maligno. Disputaram o mesmo copo d’água que cenoura acabou cedendo. Depois que os dois tomaram a água que possibilitou que pudessem falar Cenoura perguntou ainda raivoso:
- Por que a gente brigou ontem, caralho?
- Não lembro.
- Nem eu.
No dia posterior Andressa acordou primeiro, com a cara amarrada, uma grande dor de cabeça e a vontade eminente de jogar água fervente em cenoura ainda enquanto dormia. Adicionada a sede, cenoura sentiu a mesma vontade quando despertou meia hora depois. Dadas as tendências homicidas de cenoura ele teria o feito se Andressa estivesse no quarto. Quando se levantou o mundo girou e ele foi correndo ao banheiro vomitar. Na cozinha os dois se encontraram e se lançaram um olhar maligno. Disputaram o mesmo copo d’água que cenoura acabou cedendo. Depois que os dois tomaram a água que possibilitou que pudessem falar Cenoura perguntou ainda raivoso:
- Por que a gente brigou ontem, caralho?
- Não lembro.
- Nem eu.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Bifurcação
Gabriel tinha acabado de chegar ao ponto de ônibus. Ia do estágio para a faculdade. O ponto não estava tão cheio. Como ficou até mais tarde no estágio já tinha passado o horário de pico. Ele estava lá, com a cabeça vazia, divagando sobre tudo o que via e esperando o ônibus para que pudesse se ocupar com algo: ler um dos quatro livros que estavam na mala. Entre os quatro, três estavam lá por que ele deveria ler por conta da faculdade e o outro por prazer. E adivinhem qual Gabriel iria ler? O filho único do prazer. Iria. Não fosse Leonardo chegar.
Fazia muito tempo que não se viam. Eram colegas de escola. Geralmente quando Gabriel encontra alguém com quem sabe que não vai ter muito o que conversar ele finge que não vê, mas nesse caso era impossível. Leonardo estava logo ali atrás no ponto do coletivo. Começaram com aquela velha conversa de quem não se vê há tempos: “E aí? Como vai? O que anda fazendo?”. E justamente por essa conversa que Gabriel começou a refletir sobre o “destino”.
Logo no início do diálogo Gabriel já percebeu a forma leve com que Leonardo falava. Ele parecia estar dopado. Mas não estava. Reconheceria se estivesse. Aquilo, ele acreditou ser fruto do passado. O resultado do tempo em que não se conversaram.
A forma com que falava não foi a única referência de Gabriel para saber que Leonardo havia desviado do caminho. Enquanto ele estava prestes a terminar a faculdade de Publicidade e Propaganda e fazia um estágio promissor em uma grande agência, Leonardo havia parado a escola e atualmente estava fazendo um supletivo, mesmo que sua condição financeira fosse muito maior na época em que andavam juntos. Ainda no meio da conversa Leonardo revelou que estava tomando antidepressivos.
O pensamento de Gabriel se dividia entre continuar a conversar com o velho amigo e refletir sobre as causas, razões e conseqüências do caminho tão díspare. “Mas por quê?” pensava ele. Gabriel e Leonardo estudaram juntos no mesmo colégio. Faziam juntos as cagadas que piás daquela idade faziam. Dentre essas atividades a que mais se destacava na época era o oficio de pixar muros. Inclusive foi Leonardo quem deu o apelido que até hoje chamam Gabriel. Mas é claro que aquilo não se passava de coisa de moleque. Mas parece que enquanto para Gabriel a molecagem passou, para Leonardo evoluiu.
Com ar nostálgico, mas sem comentar, Gabriel lembrou de quando fumavam nos fundos da casa de Leonardo. Mesmo com a mãe dele em casa os dois iam ao fundo da residência, onde havia também uma piscina, e fumavam aquele cigarro no qual pagavam 1 real na carteira inteira. Gabriel ainda fuma alguns cigarros eventualmente, enquanto Leonardo fumou o último Malboro vermelho ao chegar no ponto. Seus dentes estavam claramente amarelados.
No ponto em que Gabriel vai descer os dois se cumprimentam. Gabriel olha para as mãos do velho companheiro e nota que seus dedos estão com as pontas totalmente amarelas. Só pensa uma coisa: “maconha”. Depois que desce continua pensando: “Por quê?”. E continua pensando até hoje.
Fazia muito tempo que não se viam. Eram colegas de escola. Geralmente quando Gabriel encontra alguém com quem sabe que não vai ter muito o que conversar ele finge que não vê, mas nesse caso era impossível. Leonardo estava logo ali atrás no ponto do coletivo. Começaram com aquela velha conversa de quem não se vê há tempos: “E aí? Como vai? O que anda fazendo?”. E justamente por essa conversa que Gabriel começou a refletir sobre o “destino”.
Logo no início do diálogo Gabriel já percebeu a forma leve com que Leonardo falava. Ele parecia estar dopado. Mas não estava. Reconheceria se estivesse. Aquilo, ele acreditou ser fruto do passado. O resultado do tempo em que não se conversaram.
A forma com que falava não foi a única referência de Gabriel para saber que Leonardo havia desviado do caminho. Enquanto ele estava prestes a terminar a faculdade de Publicidade e Propaganda e fazia um estágio promissor em uma grande agência, Leonardo havia parado a escola e atualmente estava fazendo um supletivo, mesmo que sua condição financeira fosse muito maior na época em que andavam juntos. Ainda no meio da conversa Leonardo revelou que estava tomando antidepressivos.
O pensamento de Gabriel se dividia entre continuar a conversar com o velho amigo e refletir sobre as causas, razões e conseqüências do caminho tão díspare. “Mas por quê?” pensava ele. Gabriel e Leonardo estudaram juntos no mesmo colégio. Faziam juntos as cagadas que piás daquela idade faziam. Dentre essas atividades a que mais se destacava na época era o oficio de pixar muros. Inclusive foi Leonardo quem deu o apelido que até hoje chamam Gabriel. Mas é claro que aquilo não se passava de coisa de moleque. Mas parece que enquanto para Gabriel a molecagem passou, para Leonardo evoluiu.
Com ar nostálgico, mas sem comentar, Gabriel lembrou de quando fumavam nos fundos da casa de Leonardo. Mesmo com a mãe dele em casa os dois iam ao fundo da residência, onde havia também uma piscina, e fumavam aquele cigarro no qual pagavam 1 real na carteira inteira. Gabriel ainda fuma alguns cigarros eventualmente, enquanto Leonardo fumou o último Malboro vermelho ao chegar no ponto. Seus dentes estavam claramente amarelados.
No ponto em que Gabriel vai descer os dois se cumprimentam. Gabriel olha para as mãos do velho companheiro e nota que seus dedos estão com as pontas totalmente amarelas. Só pensa uma coisa: “maconha”. Depois que desce continua pensando: “Por quê?”. E continua pensando até hoje.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Cara-Crachá
Usar crachá no trabalho é uma coisa deveras importante, principalmente se tiver seu nome. Sabe comé....às vezes tem só um número, aí você continua sendo “O famoso 0503088” invés de ser “O Gustavo”. E o que o nome significa? Significa que você tem uma identidade dentro da empresa e dá a impressão de que você não é um explorado mas sim uma pessoa importante. Imagine só o CEO (Chief Executive Officer – em português bem claro: o Pica Grossa) quando passa por você dá uma olhadela esperta no crachá e diz como se fosse seu amigo de infância: “Bom dia Gustavo” (ou “Gustavão” dependendo do humor dele). Você estufa o peito e vai trabalhar feliz da vida, chega em casa e diz: “Amor. O Seu Correia é meu amigo. Ele é um cara muito legal” (que nem no filme “Caixa Dois”). Viram só o quão importante é o crachá?
Acho inclusive que as pessoas deveriam andar com crachá pela rua. Aí invés de resmungarem no ônibus um “cença?” diriam “com licença Bárbara?”. Pra mim, por exemplo, seria uma mão na roda (que expressão engraçada né? Qual será sua origem?) por que esqueço freqüentemente o nome das pessoas (até o meu de vez em quando). Aí eu não teria mais o problema de cumprimentar as pessoas com um abraço apertado, virar as costas e ficar tentando lembrar o nome. O problema é que às vezes as pessoas insistem em mudar de cara, aí não adianta muita coisa.
Também seria legal por que ninguém iria te chamar por apelidos idiotas, do tipo “Cabeção”. Outras pessoas que gostam muito do apelido (tipo eu) poderiam colocá-lo invés do nome.
Onde trabalhava até sexta-feira eu não tinha um crachá com nome e foto. Como fiquei pouco tempo por lá não se deram ao trabalho de fazer um crachá pra mim. Assim trabalhei três meses com um crachá que tinha o nome de “Provisório”. E aí como as pessoas me chamavam? Provisório! Nome maneiro né? Isso sim é identidade. A minha identidade era tão forte, mas tão forte que eu tinha até um apelido. É TINHA SIM. “Provi”.
---
Obs: Como me formei não poderia continuar trabalhando como estagiário. Sexta-feira deixei de ser o “Provisório” pra ser definitivamente um desempregado. Tem um emprego pra mim?
Acho inclusive que as pessoas deveriam andar com crachá pela rua. Aí invés de resmungarem no ônibus um “cença?” diriam “com licença Bárbara?”. Pra mim, por exemplo, seria uma mão na roda (que expressão engraçada né? Qual será sua origem?) por que esqueço freqüentemente o nome das pessoas (até o meu de vez em quando). Aí eu não teria mais o problema de cumprimentar as pessoas com um abraço apertado, virar as costas e ficar tentando lembrar o nome. O problema é que às vezes as pessoas insistem em mudar de cara, aí não adianta muita coisa.
Também seria legal por que ninguém iria te chamar por apelidos idiotas, do tipo “Cabeção”. Outras pessoas que gostam muito do apelido (tipo eu) poderiam colocá-lo invés do nome.
Onde trabalhava até sexta-feira eu não tinha um crachá com nome e foto. Como fiquei pouco tempo por lá não se deram ao trabalho de fazer um crachá pra mim. Assim trabalhei três meses com um crachá que tinha o nome de “Provisório”. E aí como as pessoas me chamavam? Provisório! Nome maneiro né? Isso sim é identidade. A minha identidade era tão forte, mas tão forte que eu tinha até um apelido. É TINHA SIM. “Provi”.
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Obs: Como me formei não poderia continuar trabalhando como estagiário. Sexta-feira deixei de ser o “Provisório” pra ser definitivamente um desempregado. Tem um emprego pra mim?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Fenomenal
Estou extasiado. Excitado. Exagitado. Exaltado. E todos as palavras que tenha prefixo –Ex e sufixo –ado que tenham significados semelhantes aos dessas. Ainda não acredito. Só vou acreditar o dia que eu ver com os meus próprios olhos ele lá com a camisa 9 fazendo gol e comemorando com a fiel.
O Ronaldo é do Timão! O Ronaldo faz parte do bando de louco!
Isso é a realização do meu sonho de infância. Mas pra mim sempre foi um sonho muito, muito distante. Tipo daqueles que você sonha, mas sabe que é praticamente impossível.
Lá pelos idos de 97 eu era um fã incondicional do Ronaldo. Na época ele estava saindo do Barcelona e indo para a Inter e foi eleito o melhor jogador do mundo pela segunda vez. Nesse período eu tinha 10 anos de idade e vivia uma ronaldomania. Tudo que passava na TV sobre o Ronaldinho (ele não era Ronaldo na época por que não existia o Gaúcho) eu gravava. Todas as campanhas publicitárias que o Ronaldo participava, tipo campanha de vacinação ou anúncios de cerveja, eu ia até o posto de saúde ou até a distribuidora de bebidas pedir um cartaz pra mim, que pendurava na porta do meu quarto.
Depois do Ronaldo nunca fui tão fã de um dos grandes jogadores, tipo melhores do mundo, como o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Por ser fã do Ronaldo era inevitável que eu o imaginasse jogando no meu time. E isso era impossível. Mas e não é que o mundo dá voltas e o meu sonho de criança se realizou?
Tá certo...o Ronaldo de hoje não é o Ronaldo de 10 anos atrás. Mas um sonho de criança nunca morre.
O Ronaldo é do Timão! O Ronaldo faz parte do bando de louco!
Isso é a realização do meu sonho de infância. Mas pra mim sempre foi um sonho muito, muito distante. Tipo daqueles que você sonha, mas sabe que é praticamente impossível.
Lá pelos idos de 97 eu era um fã incondicional do Ronaldo. Na época ele estava saindo do Barcelona e indo para a Inter e foi eleito o melhor jogador do mundo pela segunda vez. Nesse período eu tinha 10 anos de idade e vivia uma ronaldomania. Tudo que passava na TV sobre o Ronaldinho (ele não era Ronaldo na época por que não existia o Gaúcho) eu gravava. Todas as campanhas publicitárias que o Ronaldo participava, tipo campanha de vacinação ou anúncios de cerveja, eu ia até o posto de saúde ou até a distribuidora de bebidas pedir um cartaz pra mim, que pendurava na porta do meu quarto.
Depois do Ronaldo nunca fui tão fã de um dos grandes jogadores, tipo melhores do mundo, como o Kaká ou o Ronaldinho Gaúcho. Por ser fã do Ronaldo era inevitável que eu o imaginasse jogando no meu time. E isso era impossível. Mas e não é que o mundo dá voltas e o meu sonho de criança se realizou?
Tá certo...o Ronaldo de hoje não é o Ronaldo de 10 anos atrás. Mas um sonho de criança nunca morre.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Pesquisa fechada ou aberta?
Uma pesquisa divulgada recentemente tem rendido discussão na capital do Paraná. Diz a pesquisa que o Curitibano é o povo que menos faz sexo. E quer saber? Eu concordo plenamente.
A pesquisa explica muitas coisas com relação à população da cidade (e seus respectivos estereótipos). Por exemplo, dizem que o Curitibano é um povo “fechado”. Deveras, o Curitibano é fechado. Se fosse mais aberto faria mais sexo. Tá certo, boa parte das pessoas que moram em Curitiba não são curitibanos, o que me leva a crer que a galera que quer transar vai para outros lugares e o pessoal que prefere manter uma alimentação saudável fica aqui mesmo.
Aliás, foi feito um ranking de fatores que determinam a qualidade de vida em dez capitais brasileiras. Na opinião dos homens Curitibanos o que define qualidade de vida para eles é:
1º Manter uma alimentação saudável.
2º Tempo de convivência familiar.
3º Sexo.
Tá bom. E agora me diz. Do que adianta ter uma alimentação saudável e ficar sem COMER?
No caso das mulheres da capital o sexo aparece em oitava posição. OITAVA POSIÇÃO. Pelo amor de Deus. No que essa mulherada pensa? Quer saber no que elas pensam:
1º Manter uma alimentação saudável (digo a mesma coisa do que para os homens).
2º Tempo de convivência familiar (não vou entrar no mérito).
3º Qualidade do sono (qualquer ser humano sabe que quem transa dorme melhor)
4º Cuidar da saúde (sexo é a melhor demonstração de que se está saudável).
5º Trabalhar no que gosta (sem comentários).
6º Hobby (não tenho palavras e nem forças pra comentar).
7º Convivência social (Quer convivência social mais saudável do que transar?)
8º Sexo (finalmente).
Mas a grande verdade da pesquisa (e o que me faz concordar com ela):
A mulher Curitibana é a que menos diferencia o sexo de amor.
Isso é a mais pura verdade. Dia desses, num churrasco desses, numa conversa dessas um amigo desses comentou com a sua namorada que “o homem quando solteiro tem relações sexuais com qualquer uma” (não exatamente com essas palavras). A frase do rapazote levou a namorada a ficar de cara virada e brabinha até o final da noite. Eles estão juntos ainda (eu acho). O fato é que a moçoila não soube compreender que o homem QUANDO SOLTEIRO tem relações com qualquer pessoa do sexo oposto, mas no momento em que está em um relacionamento mais sério (como era o caso dos dois) isso não acontece.
Enfim....a moçoila ficou braba por que?
Porque ela é Curitibana e como todas as Curitibanas ela não sabe diferenciar sexo de amor e consequentemente não entende como o homem consegue fazer essa diferenciação.
Por essas e outras que concordo plenamente com a pesquisa. E afirmo novamente: as mulheres de Curitiba não sabem diferenciar sexo de amor e não fazem sexo sem envolvimento.
E desafio todas as mulheres que moram, nasceram ou já passaram por essa cidade a me provarem o contrário.
A pesquisa explica muitas coisas com relação à população da cidade (e seus respectivos estereótipos). Por exemplo, dizem que o Curitibano é um povo “fechado”. Deveras, o Curitibano é fechado. Se fosse mais aberto faria mais sexo. Tá certo, boa parte das pessoas que moram em Curitiba não são curitibanos, o que me leva a crer que a galera que quer transar vai para outros lugares e o pessoal que prefere manter uma alimentação saudável fica aqui mesmo.
Aliás, foi feito um ranking de fatores que determinam a qualidade de vida em dez capitais brasileiras. Na opinião dos homens Curitibanos o que define qualidade de vida para eles é:
1º Manter uma alimentação saudável.
2º Tempo de convivência familiar.
3º Sexo.
Tá bom. E agora me diz. Do que adianta ter uma alimentação saudável e ficar sem COMER?
No caso das mulheres da capital o sexo aparece em oitava posição. OITAVA POSIÇÃO. Pelo amor de Deus. No que essa mulherada pensa? Quer saber no que elas pensam:
1º Manter uma alimentação saudável (digo a mesma coisa do que para os homens).
2º Tempo de convivência familiar (não vou entrar no mérito).
3º Qualidade do sono (qualquer ser humano sabe que quem transa dorme melhor)
4º Cuidar da saúde (sexo é a melhor demonstração de que se está saudável).
5º Trabalhar no que gosta (sem comentários).
6º Hobby (não tenho palavras e nem forças pra comentar).
7º Convivência social (Quer convivência social mais saudável do que transar?)
8º Sexo (finalmente).
Mas a grande verdade da pesquisa (e o que me faz concordar com ela):
A mulher Curitibana é a que menos diferencia o sexo de amor.
Isso é a mais pura verdade. Dia desses, num churrasco desses, numa conversa dessas um amigo desses comentou com a sua namorada que “o homem quando solteiro tem relações sexuais com qualquer uma” (não exatamente com essas palavras). A frase do rapazote levou a namorada a ficar de cara virada e brabinha até o final da noite. Eles estão juntos ainda (eu acho). O fato é que a moçoila não soube compreender que o homem QUANDO SOLTEIRO tem relações com qualquer pessoa do sexo oposto, mas no momento em que está em um relacionamento mais sério (como era o caso dos dois) isso não acontece.
Enfim....a moçoila ficou braba por que?
Porque ela é Curitibana e como todas as Curitibanas ela não sabe diferenciar sexo de amor e consequentemente não entende como o homem consegue fazer essa diferenciação.
Por essas e outras que concordo plenamente com a pesquisa. E afirmo novamente: as mulheres de Curitiba não sabem diferenciar sexo de amor e não fazem sexo sem envolvimento.
E desafio todas as mulheres que moram, nasceram ou já passaram por essa cidade a me provarem o contrário.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Paraíso
O mundo não tem mais jeito
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Olhar terminal
Poucas pessoas no ambiente. Ele aguardava. Enquanto isso corria os olhos pelas pessoas que ali estavam. Algumas ele já conhecia, pois as via todos os dias. Por isso, os olhos passavam rapidamente, só pra conferir se os mesmos eram mesmo os mesmos. Olhava como se estivesse conferindo produtos no mercado, atividade que desenvolveria dali algumas horas.
Os olhos correm. Eis que passa por alguém diferente. O olhar que até então passavam da esquerda para a direita ao ver o corpo estranho (que analisando melhor não era lá tão estranho) pausa e volta para a esquerda.
O fato de ser alguém diferente já era um bom motivo para que ele analisasse, especialmente por que se tratava de uma bela dama. Olhou o rosto. Olhou os pés. E foi subindo admirando o corpo até que a escalada de admiração chegasse ao rosto novamente. Chegando ao destino percebe que ela também o olhava.
Susto.
Susto, nervosismo e vergonha.
Não estava acostumado com pessoas estranhas naquele local, quiçá com mulheres, quiçá ² quando elas o olhavam. Ele, macho que é, tenta continuar olhando nos olhos. Eles mantêm a encarada por 30 segundos. Ele desvia, olha para o lado e quando retorna ela não o olhava mais.
O vínculo inicial estava quebrado. Ele dava algumas olhadas repentinas e ela também. Quando os olhares se cruzam um dos dois desvia.
Em determinado momento ele a olha pelo reflexo do vidro e parece que ela corresponde. Ele continua com o olhar fixo. Continua. Continua. Continuam.
Ele tenta olhar para ela diretamente. Ele olha, mas ela continua com o olhar direcionado para o vidro.
Depois disso continuam naquele olhar/desvio de antes. Eis que ela olha diretamente para ele e sem desviar levanta-se e vai em sua direção. Ele não acredita, desvia rapidamente e torna a olhar. Ela vem vindo, se aproxima. Ela dá uma breve pausa. Ele ouve um barulho, mas não dá atenção. Ela continua vindo em sua direção. Ao chegar a um metro de distância a porta se abre e ela desce.
- Maldito terminal do Campina do Siqueira.
Os olhos correm. Eis que passa por alguém diferente. O olhar que até então passavam da esquerda para a direita ao ver o corpo estranho (que analisando melhor não era lá tão estranho) pausa e volta para a esquerda.
O fato de ser alguém diferente já era um bom motivo para que ele analisasse, especialmente por que se tratava de uma bela dama. Olhou o rosto. Olhou os pés. E foi subindo admirando o corpo até que a escalada de admiração chegasse ao rosto novamente. Chegando ao destino percebe que ela também o olhava.
Susto.
Susto, nervosismo e vergonha.
Não estava acostumado com pessoas estranhas naquele local, quiçá com mulheres, quiçá ² quando elas o olhavam. Ele, macho que é, tenta continuar olhando nos olhos. Eles mantêm a encarada por 30 segundos. Ele desvia, olha para o lado e quando retorna ela não o olhava mais.
O vínculo inicial estava quebrado. Ele dava algumas olhadas repentinas e ela também. Quando os olhares se cruzam um dos dois desvia.
Em determinado momento ele a olha pelo reflexo do vidro e parece que ela corresponde. Ele continua com o olhar fixo. Continua. Continua. Continuam.
Ele tenta olhar para ela diretamente. Ele olha, mas ela continua com o olhar direcionado para o vidro.
Depois disso continuam naquele olhar/desvio de antes. Eis que ela olha diretamente para ele e sem desviar levanta-se e vai em sua direção. Ele não acredita, desvia rapidamente e torna a olhar. Ela vem vindo, se aproxima. Ela dá uma breve pausa. Ele ouve um barulho, mas não dá atenção. Ela continua vindo em sua direção. Ao chegar a um metro de distância a porta se abre e ela desce.
- Maldito terminal do Campina do Siqueira.
domingo, 21 de setembro de 2008
Ironia e sinceridade
- Olá tudo bem? Meu nome é Jeferson e o seu?
- O meu nome é Amanda, mas pode me chamar de mandinha.
- Oi mandinha, prazer.
- O prazer é todo meu.
- Amanda, alguém já lhe falou que você é muito bonita?
- Já sim. Quase sempre falam isso.
- E alguém já falou que você é muito gostosa?
- Não. Ninguém nunca disse.
- Então eu vou dizer. Amanda, você é muito gostosa. Talvez a guria mais gostosa que eu já vi.
- Jeferson, você acha que isso não seria algo muito indelicado para falar a uma pessoa que você acabou de conhecer?
- Acho sim. Aliás, tenho certeza. Mas eu tô sendo sincero. Eu podia chegar pra você e dizer: “Sabia que você é muito bonita?” e aí você ia dizer: “Sabia sim, todo mundo fala isso pra mim”, mas na verdade você queria dizer “Você é só mais um seu babaca”. Mas eu não estaria falando o que realmente queria. E o que queria falar é isso que eu disse. E não há como você negar....o meu diálogo com você já foi mais longo do que se tivesse dito o que todos dizem.
- É...você tem razão.
- Viu. Já ganhei um ponto.
- Hey, não ganhou nada não. Eu não disse nada.
- Ganhei sim. Já ganhei a sua atenção.
- É você tem razão.
- Viu. Você já me deu razão duas vezes e uma outra vez que você omitiu.
- Omiti?
- Omitiu sim. Você não concordou quando eu disse que você era muito gostosa.
- É. Tem razão. Eu omiti.
- Ah, pare de enrolar. Assuma. Diga: “eu sei que eu sô gostosa”.
- Olha aqui menino. Eu até posso ser isso que você disse, mas não sou convencida.
- Mas isso não é ser convencida. É ser sincera.
- Quem é você pra falar de sinceridade?
- Eu sou a única pessoa que conversou com você e foi sincero nas primeiras frases que a direcionou.
- Sabe que você tem razão de novo.
- É. Eu sei. Mas agora diga. Diga assim: “eu sei que eu sou muito gostosa, mas você não viu nada ainda.”
- Não vou dizer isso. Pelo menos não agora.
- Ah então você pode dizer daqui há algumas cervejas.
- Posso sim.
- Então vamos tomar uma cerveja pra ver se consigo transar com você.
- Você é tão romântico.
- Está sendo irônica?
- Não. Você ainda não viu nada.
- O meu nome é Amanda, mas pode me chamar de mandinha.
- Oi mandinha, prazer.
- O prazer é todo meu.
- Amanda, alguém já lhe falou que você é muito bonita?
- Já sim. Quase sempre falam isso.
- E alguém já falou que você é muito gostosa?
- Não. Ninguém nunca disse.
- Então eu vou dizer. Amanda, você é muito gostosa. Talvez a guria mais gostosa que eu já vi.
- Jeferson, você acha que isso não seria algo muito indelicado para falar a uma pessoa que você acabou de conhecer?
- Acho sim. Aliás, tenho certeza. Mas eu tô sendo sincero. Eu podia chegar pra você e dizer: “Sabia que você é muito bonita?” e aí você ia dizer: “Sabia sim, todo mundo fala isso pra mim”, mas na verdade você queria dizer “Você é só mais um seu babaca”. Mas eu não estaria falando o que realmente queria. E o que queria falar é isso que eu disse. E não há como você negar....o meu diálogo com você já foi mais longo do que se tivesse dito o que todos dizem.
- É...você tem razão.
- Viu. Já ganhei um ponto.
- Hey, não ganhou nada não. Eu não disse nada.
- Ganhei sim. Já ganhei a sua atenção.
- É você tem razão.
- Viu. Você já me deu razão duas vezes e uma outra vez que você omitiu.
- Omiti?
- Omitiu sim. Você não concordou quando eu disse que você era muito gostosa.
- É. Tem razão. Eu omiti.
- Ah, pare de enrolar. Assuma. Diga: “eu sei que eu sô gostosa”.
- Olha aqui menino. Eu até posso ser isso que você disse, mas não sou convencida.
- Mas isso não é ser convencida. É ser sincera.
- Quem é você pra falar de sinceridade?
- Eu sou a única pessoa que conversou com você e foi sincero nas primeiras frases que a direcionou.
- Sabe que você tem razão de novo.
- É. Eu sei. Mas agora diga. Diga assim: “eu sei que eu sou muito gostosa, mas você não viu nada ainda.”
- Não vou dizer isso. Pelo menos não agora.
- Ah então você pode dizer daqui há algumas cervejas.
- Posso sim.
- Então vamos tomar uma cerveja pra ver se consigo transar com você.
- Você é tão romântico.
- Está sendo irônica?
- Não. Você ainda não viu nada.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Hip-hop de luto

Na noite de hoje o hip-hop de Curitiba esteve reunido em peso. B. Boys, Dj’s, Graffiteiros, MC’s e simpatizantes enfrentaram mais uma noite fria pelo hip-hop. Mas infelizmente, a reunião não se devia a nenhuma festa. A reunião era para o velório do DJ Primo. Aquele que muitas vezes fez o hip-hop de Curitiba estampar um sorriso no rosto quando tocava seus beats, dessa vez deixou todos os amigos, conhecidos e simpatizantes com os olhos cheios de lágrima.
Dessa vez ninguém queria ir à pista onde ele estava, e procuravam ao máximo possível adiar a dor de ver que a alegria e a força do Primo vão estar em outro lugar. Magicamente, a alegria que carregava consigo pra todos os cantos virava uma música alegre. A mesma música tocada por outra pessoa não tinha a mesma vibração positiva. Ele mesmo dizia que “o que você ta sentindo dentro de você passa pela agulha e sai pela caixa de som”. Por essa razão, quando estava meio mal ele nem queria tocar.
Essa alegria que irradiava saiu de Curitiba pra tocar o mundo. Em 1997, com 17 anos de idade, o DJ Primo era o Alexandre Muzzillo Lopes, balconista da Spin. Quando o movimento tava baixo na loja ele sacava a pick-up debaixo do balcão e fazia os seus primeiros riscos. Da Spin ele passou para as pistas do Brasil inteiro, e do grupo Blackout passou a tocar com Marcelo D2, Lyrics Born, Hieroglyphics, Mamelo Soundsystem, Max B.O., Otto e até com o lendário Afrika Bambaataa.
Na madrugada dessa segunda-feira, tava assistindo filme quando sentiu umas dores no peito e resolveu ir ao hospital. Foi primeiro a um hospital e as dores continuaram. Foi para outro hospital, dando risada, como sempre, aguardou o atendimento por uma hora aproximadamente. Quando deitou na maca teve um ataque cardíaco. Foi reanimado e teve outro ataque, que o levou, junto com as suas 4 pick-ups pra tocar em um lugar melhor.
Ele era novo, 28 anos, mas por aqui fez tudo que quis. O que desejava sempre conquistou. Olhando uns recortes de jornal, encontrei uma matéria antiga de uma entrevista com o Primo e na última pergunta ele diz: “Fui por mim, era meu sonho ser DJ, ter toca-disco, e desde o momento em que tive isto na minha mão desfrutei ao máximo. A gente vai evoluindo até não poder mais tocar. O negócio não tem limite”. É isso aí Primo. Aqui você ultrapassou limites, agora o Bum Bap continua lá em cima.
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O show do Kamau na semana que vem, em que o Primo estaria, continua de pé. O show vai ser um tributo ao Primo.
Dessa vez ninguém queria ir à pista onde ele estava, e procuravam ao máximo possível adiar a dor de ver que a alegria e a força do Primo vão estar em outro lugar. Magicamente, a alegria que carregava consigo pra todos os cantos virava uma música alegre. A mesma música tocada por outra pessoa não tinha a mesma vibração positiva. Ele mesmo dizia que “o que você ta sentindo dentro de você passa pela agulha e sai pela caixa de som”. Por essa razão, quando estava meio mal ele nem queria tocar.
Essa alegria que irradiava saiu de Curitiba pra tocar o mundo. Em 1997, com 17 anos de idade, o DJ Primo era o Alexandre Muzzillo Lopes, balconista da Spin. Quando o movimento tava baixo na loja ele sacava a pick-up debaixo do balcão e fazia os seus primeiros riscos. Da Spin ele passou para as pistas do Brasil inteiro, e do grupo Blackout passou a tocar com Marcelo D2, Lyrics Born, Hieroglyphics, Mamelo Soundsystem, Max B.O., Otto e até com o lendário Afrika Bambaataa.
Na madrugada dessa segunda-feira, tava assistindo filme quando sentiu umas dores no peito e resolveu ir ao hospital. Foi primeiro a um hospital e as dores continuaram. Foi para outro hospital, dando risada, como sempre, aguardou o atendimento por uma hora aproximadamente. Quando deitou na maca teve um ataque cardíaco. Foi reanimado e teve outro ataque, que o levou, junto com as suas 4 pick-ups pra tocar em um lugar melhor.
Ele era novo, 28 anos, mas por aqui fez tudo que quis. O que desejava sempre conquistou. Olhando uns recortes de jornal, encontrei uma matéria antiga de uma entrevista com o Primo e na última pergunta ele diz: “Fui por mim, era meu sonho ser DJ, ter toca-disco, e desde o momento em que tive isto na minha mão desfrutei ao máximo. A gente vai evoluindo até não poder mais tocar. O negócio não tem limite”. É isso aí Primo. Aqui você ultrapassou limites, agora o Bum Bap continua lá em cima.
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O show do Kamau na semana que vem, em que o Primo estaria, continua de pé. O show vai ser um tributo ao Primo.
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