terça-feira, 8 de julho de 2014

Diário de Bordo- “Oportinidades”

Há dias em que adiamos os dias.
Há dias em que os dias se vão.
Há dias que se tornam vãos.

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A caravana da Família Pitanguá já passou, até agora, por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e agora estamos em Alagoas. Ficamos ao menos um dia nas capitais e também visitamos outros municípios, todos distantes da nossa fria Curitiba.

Eu, particularmente, jamais havia visitado os locais pelos quais passamos em menos de um mês. Conhecer essas localidades, seus habitantes, suas praias e seus atrativos é uma das principais partes do nosso legado particular da Copa do Mundo.

Quando essa estória começou, tudo parecia brincadeira ou mais uma ideia maluca do Michel (o Michel é bom em ter ideias mirabolantes que ninguém jamais teria e que, frequentemente, dão certo). Para tornar possível essa jornada se passaram quatro anos, ou seja, foram 1.460 dias planejando esses 30 dias que irão durar para sempre.

Passado este período voltarão as namoradas, o trabalho, os outros amigos, as famílias, as contas, os estudos, os horários, mas nós não voltaremos os mesmos.

O Teta e o Mimi, os integrantes que, até agora, têm filhos, poderão apontar o mapa e dizer para os seus bacuri que, com oito amigos, foram para todos estes pontos longínquos desse continente em forma de país.

A oportunidade de viver tudo isso é única. Conhecer diversos locais tendo como pano de fundo a Copa do Mundo em nosso país é como um anúncio de loja que diz que “é só amanhã”. A diferença é que, às vezes, é você mesmo que deve criar suas ofertas.

Um atacante com a bola de frente para o gol não pode chutar para fora. Às vezes as chances retornam, mas a oportunidade de viver é única. VIVA!
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