sábado, 21 de junho de 2014

Diário de Bordo- Com vivência

Conviver diariamente com 9 pessoas por um período de 34 dias é difícil. Por mais que sejamos amigos de longa data (desde “pequenininho”, diria o Michel), ainda assim olhar para as mesmas caras dos mesmos caras é algo caro.

Sempre nos demos bem, por isso mesmo nossa amizade é tão duradoura, mas sempre tivemos a opção de não nos ver e todos têm sua própria família.

De certa forma todos nos conhecemos. Sabemos um do outro as manias, os costumes, os sonhos, os jeitos, os vícios e virtudes.

Somos todos diferentes, por que cada pessoa é um universo, mas também somos todos iguais e gostamos das mesmas coisas: gostamos uns dos outros.

Pela correria de cada um a frequência com que nos vemos, por vezes, não é muito frequente. O trabalho, os estudos e todas as outras obrigações acabam fazendo com que pessoas que se amam às vezes estejam afastadas e pessoas que, talvez não se gostem estejam em contato direto todos os dias.

Em nossa viagem não cumprimos os papéis sociais que cumprimos geralmente. Não precisamos ir trabalhar, não voltamos para casa ao final do dia. Nesse período somos somente amigos, irmãos, pais e filhos uns dos outros.

Aqui, com a obrigação da convivência temos tempo para viver as coisas pequenas. Um sorriso, um obrigado, uma conversa, uma(s) bebida(s), um cigarro...Aprendemos um com o outro como jogar poker, cortar tomate e, principalmente, como é ser amigo.
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