quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aos amigos

“Quanto tempo”, “Que saudades”, “Por onde anda?”. Tenho ouvido bastante isso. Ouço de quem não deveria ouvir, de quem era próximo e deveria continuar sendo.

Com um sorriso meio sem graça respondo: “Tô trabalhando”. Curioso né? Se afastar para “ganhar” a vida. Proporcionalmente quanto mais trabalho mais me afasto. Aniversários, casamentos e até o tempo sem fazer nada. O tempo passa e não estou vendo. Enquanto deveria viver, vendo meu tempo.

Será que a vida adulta é isso? Viver à venda.

Queria manter todos sempre juntos. Os amigos de hoje e os de ontem, aqueles que você lembra e nem sabe por que se afastou.

Será que é uma justificativa? Será que não há a possibilidade de se ver, ligar, mandar um e-mail, uma carta? Carta não ia dar mesmo, por que o correio está em greve, mas será que é tão difícil cumprir o “vamos marcar uma qualquer hora”? No final somos todos culpados.

Tenho saudades, mas o amor é maior que a saudades.
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