sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O amor é mudo

Olhavam-se todo momento. Alguns segundos chegavam a se olhar fixamente até que um dos dois desviava o olhar. Ela se levantou e antes de partir deixou um papel com seu nome e telefone.

Quando ela se aproximava a vergonha e o nervosismo também vinham. Ele ficou feliz pela atitude dela e em partes, também ficou feliz por ela não ter dito nada. Na mesma noite mandou uma mensagem, que ela respondeu de bate-pronto. Desenrolaram uma longa conversa por mensagem por toda a noite.

Pelas redes sociais conheceram-se um pouco melhor (ou ao menos as aparências que ambos buscavam passar). Conversavam frequentemente pela internet.

Passaram a ter um romance. Muitas mensagens de amor de ambos os lados. Estavam realmente apaixonados. Havia confiança e um quê de inocência naquele amor em tempos de internet. Comprometeram-se tendo se visto apenas uma vez e jamais conversado, mas o namoro virtual havia de se tornar carnal. A hora foi marcada na casa dela.

Cumprimentaram-se aos beijos e logo deixaram transbordar todo amor represado, transmitido até então por meio de cabos.

Beijando-se foram para o quarto e lá concretizaram o que ambos desejavam.

Nenhuma palavra.

Assim a menina fanha e o garoto gago conheceram o amor que nunca tinham tido.
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