quinta-feira, 12 de junho de 2008

Crianãça

Que criança linda!
Comentou com a colega de trabalho quando foram ao mercado. Ele, um cara de bom coração, que sem muito esforço se rende a uma criança. Afinal quem não se rende? Quem é que consegue segurar um sorriso, mesmo que de canto de boca, ao ver uma criança? Ou então quando vê aquela gargalhada gostosa?
Como é bom olhar as crianças.
Ah crianças!
Aquelas perninhas e braços rechonchudinhos. Aquela cabecinha com pouquíssimos e ralos cabelos. Quem não se encanta ao ver uma criança bocejar. Aquela bocona aberta e a mãozinha que sem coordenação começa pela testa e escorre até a boca, que quando chega lá o bocejo já terminou. Aquele narizinho pequenininho que não cabe nem o dedo minguinho, a não ser os das próprias crianças.
E o olhar então. Aquele olhar doce, com olhinhos de amêndoas, de quem olha e te diz “oi tiu”. A criança que estava no mercado teria o olhar assim. Teria. Se não fosse confundida com uma anã.
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