quarta-feira, 4 de junho de 2008

O dia sem tormenta

Naquele dia tudo foi diferente. O vento parecia não uivar. Ninguém se reuniu em torno de um objetivo sério. A madrugada não foi varada. Como a muito não acontecia, a cerveja ditou o ritmo invés do café forte. A alegria que pensavam que nunca iria aparecer chegou. Aquele que sempre esteve por lá finalmente pode passar uma noite quente com a esposa. Naquela noite as estrelas puderam ser vistas. Os que passaram a noite acordados não tinham suas gargantas amarradas. Os pensamentos fluíram naturalmente. Não houve nenhum abalo sísmico em nenhum coração. Ninguém voltou a beber ou a fumar. Naquele dia a noite não foi interminável. Naquele dia, todo mundo continuou ateu. Assim foi o dia em que ninguém morreu.
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