quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eterna companhia

Quando criança não sabia o quanto era importante para mim. Minha mãe não me ensinou, mas a vida sim. Tive que apanhar muito e aprender sozinho que não posso viver sozinho.

Nosso relacionamento foi como um rolo que você vai enrolando, enrolando, enrolando e termina em casamento.

Conhecemos juntos as cores. O amarelo, o verde e até o vermelho. Mas nossa relação é, na maioria das vezes, transparente.

Não amo, mas dependo. É uma doença. Não consigo me livrar. Faz parte de mim. Me desespero só de pensar no fim.

Na dúvida, estou sempre prevenido.

Tenho companhia no ônibus, no carro, na firma e, acima de tudo, no quarto. Com a cama fria ou quente, sempre está lá à minha espera.

Alguns estranham, pensam que utilizo para fins escusos.

Estará sempre comigo (?)!

Divórcio? Não consigo.

Parece exagero, mas acredite, não há como viver em Curitiba, tendo renite, e não carregar papel higiênico.
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