segunda-feira, 7 de junho de 2010

A celebração

Os convidados iam chegando. Às vezes aos poucos, sozinhos, outras em bando. Logo iam em sua direção lhe dar um apertado abraço. Alguns ele não via há tempos, outros bebiam junto até ontem e assim como ele carregavam a ressaca consigo. Os amigos chegavam e iam se aglomerando. A maioria nem conseguia entrar no salão, só chegavam, davam uma olhada e ficavam na área externa. Os fumantes aumentavam o morro de bitucas intensamente.
Ele não parava. Pulava toda hora de grupo em grupo. Sua presença era importantíssima para todos. E não gastara sequer um tostão para reunir tanta gente. Em suas festas comumente não iam tantas pessoas. Sem planos, sem convite nem nada conseguiu promover aquela grande reunião.
Com tantos amigos por perto no fundo ele ficava feliz, mesmo carregando a imensa dor por estar no velório da própria mãe.
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