sexta-feira, 24 de julho de 2009

Abrem-se as cortinas

Após preparação, ensaios, aquecimento, conversas, brigas, estudo, quando acendem as luzes e abrem-se as cortinas está tudo na mão dos atores.
O diretor, o principal responsável pela peça, tem que se segurar, rezar, agoniar, rir, chorar, espernear, mas fazer tudo longe do palco. O sucesso ou o fracasso irá recair sobre as suas costas, a pessoa que não pode influir no decorrer do espetáculo.
Se quiserem os atores podem zoar o quanto quiserem. Podem sacanear uns com os outros, podem fazer piadas, felizes ou infelizes, em meio ao texto (botar cacos). Qualquer deslize do diretor pode ser vingado durante a peça.
O medo está presente em todos. O branco assombra. Ao olhar aquela platéia, a parcela que a luz forte possibilita enxergar, não há quem não sinta as pernas tremerem. Os olhares atentos direcionados ao palco têm poder estremecedor. E tudo está nas mãos dos atores.
Aquele olhar, abraço e beijo antes da peça pode ser decisivo. O que pode evitar um vexame é a confiança. A fala sincera “confio em você” faz com que tudo ocorra bem, tanto no teatro quanto no futebol.

Obs: Texto criado após Cuca ser derrubado pelos próprios jogadores do Flamengo, após o atacante Dentinho mostrar uma camisa escrita “
100% Lulinha” na rodada do campeonato brasileiro desta noite, e depois de eu assistir à mini-série Som e Fúria (nesta ordem).
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