Uma pesquisa divulgada recentemente tem rendido discussão na capital do Paraná. Diz a pesquisa que o Curitibano é o povo que menos faz sexo. E quer saber? Eu concordo plenamente.
A pesquisa explica muitas coisas com relação à população da cidade (e seus respectivos estereótipos). Por exemplo, dizem que o Curitibano é um povo “fechado”. Deveras, o Curitibano é fechado. Se fosse mais aberto faria mais sexo. Tá certo, boa parte das pessoas que moram em Curitiba não são curitibanos, o que me leva a crer que a galera que quer transar vai para outros lugares e o pessoal que prefere manter uma alimentação saudável fica aqui mesmo.
Aliás, foi feito um ranking de fatores que determinam a qualidade de vida em dez capitais brasileiras. Na opinião dos homens Curitibanos o que define qualidade de vida para eles é:
1º Manter uma alimentação saudável.
2º Tempo de convivência familiar.
3º Sexo.
Tá bom. E agora me diz. Do que adianta ter uma alimentação saudável e ficar sem COMER?
No caso das mulheres da capital o sexo aparece em oitava posição. OITAVA POSIÇÃO. Pelo amor de Deus. No que essa mulherada pensa? Quer saber no que elas pensam:
1º Manter uma alimentação saudável (digo a mesma coisa do que para os homens).
2º Tempo de convivência familiar (não vou entrar no mérito).
3º Qualidade do sono (qualquer ser humano sabe que quem transa dorme melhor)
4º Cuidar da saúde (sexo é a melhor demonstração de que se está saudável).
5º Trabalhar no que gosta (sem comentários).
6º Hobby (não tenho palavras e nem forças pra comentar).
7º Convivência social (Quer convivência social mais saudável do que transar?)
8º Sexo (finalmente).
Mas a grande verdade da pesquisa (e o que me faz concordar com ela):
A mulher Curitibana é a que menos diferencia o sexo de amor.
Isso é a mais pura verdade. Dia desses, num churrasco desses, numa conversa dessas um amigo desses comentou com a sua namorada que “o homem quando solteiro tem relações sexuais com qualquer uma” (não exatamente com essas palavras). A frase do rapazote levou a namorada a ficar de cara virada e brabinha até o final da noite. Eles estão juntos ainda (eu acho). O fato é que a moçoila não soube compreender que o homem QUANDO SOLTEIRO tem relações com qualquer pessoa do sexo oposto, mas no momento em que está em um relacionamento mais sério (como era o caso dos dois) isso não acontece.
Enfim....a moçoila ficou braba por que?
Porque ela é Curitibana e como todas as Curitibanas ela não sabe diferenciar sexo de amor e consequentemente não entende como o homem consegue fazer essa diferenciação.
Por essas e outras que concordo plenamente com a pesquisa. E afirmo novamente: as mulheres de Curitiba não sabem diferenciar sexo de amor e não fazem sexo sem envolvimento.
E desafio todas as mulheres que moram, nasceram ou já passaram por essa cidade a me provarem o contrário.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Paraíso
O mundo não tem mais jeito
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
Não adianta, não dá.
Secou o peito.
Desista. Venha pra cá.
Aí fora nada vai mudar.
Agradeça por conseguir respirar
Não adianta pedir para te respeitar
A água já não é mais límpida
Os animais já não são mais os mesmos
Se continuarem no sol irão virar torresmos
O nosso ar é muito mais leve
A nossa água é muito mais pura
Aqui a vida não é tão dura
Aqui há uma brisa refrescante
Venha para o novo Shopping “Paraíso de Dante”.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Olhar terminal
Poucas pessoas no ambiente. Ele aguardava. Enquanto isso corria os olhos pelas pessoas que ali estavam. Algumas ele já conhecia, pois as via todos os dias. Por isso, os olhos passavam rapidamente, só pra conferir se os mesmos eram mesmo os mesmos. Olhava como se estivesse conferindo produtos no mercado, atividade que desenvolveria dali algumas horas.
Os olhos correm. Eis que passa por alguém diferente. O olhar que até então passavam da esquerda para a direita ao ver o corpo estranho (que analisando melhor não era lá tão estranho) pausa e volta para a esquerda.
O fato de ser alguém diferente já era um bom motivo para que ele analisasse, especialmente por que se tratava de uma bela dama. Olhou o rosto. Olhou os pés. E foi subindo admirando o corpo até que a escalada de admiração chegasse ao rosto novamente. Chegando ao destino percebe que ela também o olhava.
Susto.
Susto, nervosismo e vergonha.
Não estava acostumado com pessoas estranhas naquele local, quiçá com mulheres, quiçá ² quando elas o olhavam. Ele, macho que é, tenta continuar olhando nos olhos. Eles mantêm a encarada por 30 segundos. Ele desvia, olha para o lado e quando retorna ela não o olhava mais.
O vínculo inicial estava quebrado. Ele dava algumas olhadas repentinas e ela também. Quando os olhares se cruzam um dos dois desvia.
Em determinado momento ele a olha pelo reflexo do vidro e parece que ela corresponde. Ele continua com o olhar fixo. Continua. Continua. Continuam.
Ele tenta olhar para ela diretamente. Ele olha, mas ela continua com o olhar direcionado para o vidro.
Depois disso continuam naquele olhar/desvio de antes. Eis que ela olha diretamente para ele e sem desviar levanta-se e vai em sua direção. Ele não acredita, desvia rapidamente e torna a olhar. Ela vem vindo, se aproxima. Ela dá uma breve pausa. Ele ouve um barulho, mas não dá atenção. Ela continua vindo em sua direção. Ao chegar a um metro de distância a porta se abre e ela desce.
- Maldito terminal do Campina do Siqueira.
Os olhos correm. Eis que passa por alguém diferente. O olhar que até então passavam da esquerda para a direita ao ver o corpo estranho (que analisando melhor não era lá tão estranho) pausa e volta para a esquerda.
O fato de ser alguém diferente já era um bom motivo para que ele analisasse, especialmente por que se tratava de uma bela dama. Olhou o rosto. Olhou os pés. E foi subindo admirando o corpo até que a escalada de admiração chegasse ao rosto novamente. Chegando ao destino percebe que ela também o olhava.
Susto.
Susto, nervosismo e vergonha.
Não estava acostumado com pessoas estranhas naquele local, quiçá com mulheres, quiçá ² quando elas o olhavam. Ele, macho que é, tenta continuar olhando nos olhos. Eles mantêm a encarada por 30 segundos. Ele desvia, olha para o lado e quando retorna ela não o olhava mais.
O vínculo inicial estava quebrado. Ele dava algumas olhadas repentinas e ela também. Quando os olhares se cruzam um dos dois desvia.
Em determinado momento ele a olha pelo reflexo do vidro e parece que ela corresponde. Ele continua com o olhar fixo. Continua. Continua. Continuam.
Ele tenta olhar para ela diretamente. Ele olha, mas ela continua com o olhar direcionado para o vidro.
Depois disso continuam naquele olhar/desvio de antes. Eis que ela olha diretamente para ele e sem desviar levanta-se e vai em sua direção. Ele não acredita, desvia rapidamente e torna a olhar. Ela vem vindo, se aproxima. Ela dá uma breve pausa. Ele ouve um barulho, mas não dá atenção. Ela continua vindo em sua direção. Ao chegar a um metro de distância a porta se abre e ela desce.
- Maldito terminal do Campina do Siqueira.
domingo, 21 de setembro de 2008
Ironia e sinceridade
- Olá tudo bem? Meu nome é Jeferson e o seu?
- O meu nome é Amanda, mas pode me chamar de mandinha.
- Oi mandinha, prazer.
- O prazer é todo meu.
- Amanda, alguém já lhe falou que você é muito bonita?
- Já sim. Quase sempre falam isso.
- E alguém já falou que você é muito gostosa?
- Não. Ninguém nunca disse.
- Então eu vou dizer. Amanda, você é muito gostosa. Talvez a guria mais gostosa que eu já vi.
- Jeferson, você acha que isso não seria algo muito indelicado para falar a uma pessoa que você acabou de conhecer?
- Acho sim. Aliás, tenho certeza. Mas eu tô sendo sincero. Eu podia chegar pra você e dizer: “Sabia que você é muito bonita?” e aí você ia dizer: “Sabia sim, todo mundo fala isso pra mim”, mas na verdade você queria dizer “Você é só mais um seu babaca”. Mas eu não estaria falando o que realmente queria. E o que queria falar é isso que eu disse. E não há como você negar....o meu diálogo com você já foi mais longo do que se tivesse dito o que todos dizem.
- É...você tem razão.
- Viu. Já ganhei um ponto.
- Hey, não ganhou nada não. Eu não disse nada.
- Ganhei sim. Já ganhei a sua atenção.
- É você tem razão.
- Viu. Você já me deu razão duas vezes e uma outra vez que você omitiu.
- Omiti?
- Omitiu sim. Você não concordou quando eu disse que você era muito gostosa.
- É. Tem razão. Eu omiti.
- Ah, pare de enrolar. Assuma. Diga: “eu sei que eu sô gostosa”.
- Olha aqui menino. Eu até posso ser isso que você disse, mas não sou convencida.
- Mas isso não é ser convencida. É ser sincera.
- Quem é você pra falar de sinceridade?
- Eu sou a única pessoa que conversou com você e foi sincero nas primeiras frases que a direcionou.
- Sabe que você tem razão de novo.
- É. Eu sei. Mas agora diga. Diga assim: “eu sei que eu sou muito gostosa, mas você não viu nada ainda.”
- Não vou dizer isso. Pelo menos não agora.
- Ah então você pode dizer daqui há algumas cervejas.
- Posso sim.
- Então vamos tomar uma cerveja pra ver se consigo transar com você.
- Você é tão romântico.
- Está sendo irônica?
- Não. Você ainda não viu nada.
- O meu nome é Amanda, mas pode me chamar de mandinha.
- Oi mandinha, prazer.
- O prazer é todo meu.
- Amanda, alguém já lhe falou que você é muito bonita?
- Já sim. Quase sempre falam isso.
- E alguém já falou que você é muito gostosa?
- Não. Ninguém nunca disse.
- Então eu vou dizer. Amanda, você é muito gostosa. Talvez a guria mais gostosa que eu já vi.
- Jeferson, você acha que isso não seria algo muito indelicado para falar a uma pessoa que você acabou de conhecer?
- Acho sim. Aliás, tenho certeza. Mas eu tô sendo sincero. Eu podia chegar pra você e dizer: “Sabia que você é muito bonita?” e aí você ia dizer: “Sabia sim, todo mundo fala isso pra mim”, mas na verdade você queria dizer “Você é só mais um seu babaca”. Mas eu não estaria falando o que realmente queria. E o que queria falar é isso que eu disse. E não há como você negar....o meu diálogo com você já foi mais longo do que se tivesse dito o que todos dizem.
- É...você tem razão.
- Viu. Já ganhei um ponto.
- Hey, não ganhou nada não. Eu não disse nada.
- Ganhei sim. Já ganhei a sua atenção.
- É você tem razão.
- Viu. Você já me deu razão duas vezes e uma outra vez que você omitiu.
- Omiti?
- Omitiu sim. Você não concordou quando eu disse que você era muito gostosa.
- É. Tem razão. Eu omiti.
- Ah, pare de enrolar. Assuma. Diga: “eu sei que eu sô gostosa”.
- Olha aqui menino. Eu até posso ser isso que você disse, mas não sou convencida.
- Mas isso não é ser convencida. É ser sincera.
- Quem é você pra falar de sinceridade?
- Eu sou a única pessoa que conversou com você e foi sincero nas primeiras frases que a direcionou.
- Sabe que você tem razão de novo.
- É. Eu sei. Mas agora diga. Diga assim: “eu sei que eu sou muito gostosa, mas você não viu nada ainda.”
- Não vou dizer isso. Pelo menos não agora.
- Ah então você pode dizer daqui há algumas cervejas.
- Posso sim.
- Então vamos tomar uma cerveja pra ver se consigo transar com você.
- Você é tão romântico.
- Está sendo irônica?
- Não. Você ainda não viu nada.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Hip-hop de luto

Na noite de hoje o hip-hop de Curitiba esteve reunido em peso. B. Boys, Dj’s, Graffiteiros, MC’s e simpatizantes enfrentaram mais uma noite fria pelo hip-hop. Mas infelizmente, a reunião não se devia a nenhuma festa. A reunião era para o velório do DJ Primo. Aquele que muitas vezes fez o hip-hop de Curitiba estampar um sorriso no rosto quando tocava seus beats, dessa vez deixou todos os amigos, conhecidos e simpatizantes com os olhos cheios de lágrima.
Dessa vez ninguém queria ir à pista onde ele estava, e procuravam ao máximo possível adiar a dor de ver que a alegria e a força do Primo vão estar em outro lugar. Magicamente, a alegria que carregava consigo pra todos os cantos virava uma música alegre. A mesma música tocada por outra pessoa não tinha a mesma vibração positiva. Ele mesmo dizia que “o que você ta sentindo dentro de você passa pela agulha e sai pela caixa de som”. Por essa razão, quando estava meio mal ele nem queria tocar.
Essa alegria que irradiava saiu de Curitiba pra tocar o mundo. Em 1997, com 17 anos de idade, o DJ Primo era o Alexandre Muzzillo Lopes, balconista da Spin. Quando o movimento tava baixo na loja ele sacava a pick-up debaixo do balcão e fazia os seus primeiros riscos. Da Spin ele passou para as pistas do Brasil inteiro, e do grupo Blackout passou a tocar com Marcelo D2, Lyrics Born, Hieroglyphics, Mamelo Soundsystem, Max B.O., Otto e até com o lendário Afrika Bambaataa.
Na madrugada dessa segunda-feira, tava assistindo filme quando sentiu umas dores no peito e resolveu ir ao hospital. Foi primeiro a um hospital e as dores continuaram. Foi para outro hospital, dando risada, como sempre, aguardou o atendimento por uma hora aproximadamente. Quando deitou na maca teve um ataque cardíaco. Foi reanimado e teve outro ataque, que o levou, junto com as suas 4 pick-ups pra tocar em um lugar melhor.
Ele era novo, 28 anos, mas por aqui fez tudo que quis. O que desejava sempre conquistou. Olhando uns recortes de jornal, encontrei uma matéria antiga de uma entrevista com o Primo e na última pergunta ele diz: “Fui por mim, era meu sonho ser DJ, ter toca-disco, e desde o momento em que tive isto na minha mão desfrutei ao máximo. A gente vai evoluindo até não poder mais tocar. O negócio não tem limite”. É isso aí Primo. Aqui você ultrapassou limites, agora o Bum Bap continua lá em cima.
--
O show do Kamau na semana que vem, em que o Primo estaria, continua de pé. O show vai ser um tributo ao Primo.
Dessa vez ninguém queria ir à pista onde ele estava, e procuravam ao máximo possível adiar a dor de ver que a alegria e a força do Primo vão estar em outro lugar. Magicamente, a alegria que carregava consigo pra todos os cantos virava uma música alegre. A mesma música tocada por outra pessoa não tinha a mesma vibração positiva. Ele mesmo dizia que “o que você ta sentindo dentro de você passa pela agulha e sai pela caixa de som”. Por essa razão, quando estava meio mal ele nem queria tocar.
Essa alegria que irradiava saiu de Curitiba pra tocar o mundo. Em 1997, com 17 anos de idade, o DJ Primo era o Alexandre Muzzillo Lopes, balconista da Spin. Quando o movimento tava baixo na loja ele sacava a pick-up debaixo do balcão e fazia os seus primeiros riscos. Da Spin ele passou para as pistas do Brasil inteiro, e do grupo Blackout passou a tocar com Marcelo D2, Lyrics Born, Hieroglyphics, Mamelo Soundsystem, Max B.O., Otto e até com o lendário Afrika Bambaataa.
Na madrugada dessa segunda-feira, tava assistindo filme quando sentiu umas dores no peito e resolveu ir ao hospital. Foi primeiro a um hospital e as dores continuaram. Foi para outro hospital, dando risada, como sempre, aguardou o atendimento por uma hora aproximadamente. Quando deitou na maca teve um ataque cardíaco. Foi reanimado e teve outro ataque, que o levou, junto com as suas 4 pick-ups pra tocar em um lugar melhor.
Ele era novo, 28 anos, mas por aqui fez tudo que quis. O que desejava sempre conquistou. Olhando uns recortes de jornal, encontrei uma matéria antiga de uma entrevista com o Primo e na última pergunta ele diz: “Fui por mim, era meu sonho ser DJ, ter toca-disco, e desde o momento em que tive isto na minha mão desfrutei ao máximo. A gente vai evoluindo até não poder mais tocar. O negócio não tem limite”. É isso aí Primo. Aqui você ultrapassou limites, agora o Bum Bap continua lá em cima.
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O show do Kamau na semana que vem, em que o Primo estaria, continua de pé. O show vai ser um tributo ao Primo.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Cagada Bichô! 3
A viagem de Márcio era uma boa oportunidade para a sua formação profissional, ou então, para aproveitar a ocasião e interagir com garoutas de outros cantos do Brasil. Ele ocupava um cargo importante na organização que representava e foi viajar para um evento em que estariam reunidos representantes de todas as organizações que trabalhavam em conjunto com a sua.
O congresso realmente foi bom, interessante, além de ter a oportunidade de compartilhar a experiência de muitas organizações que trabalhavam no mesmo foco.
Márcio conheceu pessoas legais, interessantes, bonitas e também conheceu Carla. Carla era uma menina simpática com quem passou a maior parte do tempo. Conversaram, se divertiram, ouviam música, foram à praia, tomaram caldo de cana e comeram, muito. Muito.
Pela noite Carla convidou Márcio para ir a uma festa. Ele chegou ao hotel em que estava, tomou um banho rapidão, colocou a sua cueca branca e saiu apressado, afinal, a festa, e Carla, o aguardavam.
Na festa Márcio conversou ainda mais com Carla e tomaram algumas biritas. Idéia vai, idéia vem, birita entra, verdade sai, e os dois começam a interagir de forma mais próxima. De conversa próxima, passaram ao contato direto entre as línguas. O lance rolava na boa, até que Márcio sentiu uma vontade sinistra de ir ao banheiro.
A vontade era de fazer aquele negócio mais demorado, mas ficou envergonhado em demorar muito e Carla perceber o que ele tinha ido fazer no WC. Mesmo sendo a opção slow, ele se esforçou para fazer o famoso barro veloz. O esforço nem foi tanto, a liquidez do seu objeto sólido colaborou para que fosse rápido. Na hora de limpar-se, constatou que não havia papel. Dada a sua pressa, não procurou muito e deixou as coisas como estavam mesmo.
Voltou rápido e nervoso para a companhia da garota, que o aguardava com um largo sorriso. Os beijos e amassos e ... rolavam à vera na festa. Rolaram tanto e tão bem que a história continuou no hotel.
Pela manhã Carla acordou e saiu cedo. Quatro horas depois, Márcio levantou exultante. Juntou a sua roupa e colocou na mala, mas sentiu falta de algo: a sua cueca. Mas, não se preocupou muito com isso, já estava atrasado para o Congresso e não iria perder tempo procurando uma cueca.
Saiu do hotel com um sorriso de orelha a orelha, olhava o mundo como se todos soubessem o quão boa foi a noite anterior. Ao chegar no local do Congresso encontrou Carla, que não demonstrava a mesma alegria. Olhando seriamente nos seus olhos, entregou-lhe uma sacola, dentro de outra sacola, dentro de outra sacola. As sacolas envolviam a sua cueca, branca e suja. Mais suja do que branca.
O congresso realmente foi bom, interessante, além de ter a oportunidade de compartilhar a experiência de muitas organizações que trabalhavam no mesmo foco.
Márcio conheceu pessoas legais, interessantes, bonitas e também conheceu Carla. Carla era uma menina simpática com quem passou a maior parte do tempo. Conversaram, se divertiram, ouviam música, foram à praia, tomaram caldo de cana e comeram, muito. Muito.
Pela noite Carla convidou Márcio para ir a uma festa. Ele chegou ao hotel em que estava, tomou um banho rapidão, colocou a sua cueca branca e saiu apressado, afinal, a festa, e Carla, o aguardavam.
Na festa Márcio conversou ainda mais com Carla e tomaram algumas biritas. Idéia vai, idéia vem, birita entra, verdade sai, e os dois começam a interagir de forma mais próxima. De conversa próxima, passaram ao contato direto entre as línguas. O lance rolava na boa, até que Márcio sentiu uma vontade sinistra de ir ao banheiro.
A vontade era de fazer aquele negócio mais demorado, mas ficou envergonhado em demorar muito e Carla perceber o que ele tinha ido fazer no WC. Mesmo sendo a opção slow, ele se esforçou para fazer o famoso barro veloz. O esforço nem foi tanto, a liquidez do seu objeto sólido colaborou para que fosse rápido. Na hora de limpar-se, constatou que não havia papel. Dada a sua pressa, não procurou muito e deixou as coisas como estavam mesmo.
Voltou rápido e nervoso para a companhia da garota, que o aguardava com um largo sorriso. Os beijos e amassos e ... rolavam à vera na festa. Rolaram tanto e tão bem que a história continuou no hotel.
Pela manhã Carla acordou e saiu cedo. Quatro horas depois, Márcio levantou exultante. Juntou a sua roupa e colocou na mala, mas sentiu falta de algo: a sua cueca. Mas, não se preocupou muito com isso, já estava atrasado para o Congresso e não iria perder tempo procurando uma cueca.
Saiu do hotel com um sorriso de orelha a orelha, olhava o mundo como se todos soubessem o quão boa foi a noite anterior. Ao chegar no local do Congresso encontrou Carla, que não demonstrava a mesma alegria. Olhando seriamente nos seus olhos, entregou-lhe uma sacola, dentro de outra sacola, dentro de outra sacola. As sacolas envolviam a sua cueca, branca e suja. Mais suja do que branca.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Cagada Bichô! 2
Quatro anos após a sua primeira ocorrência, Márcio era um daqueles jovenzinhos do reggae na faculdade. Estudava no segundo ano e morava há 7 quadras de onde estudava.
Certo dia estava sozinho em casa, saindo pra ir à aula. Mesmo atrasado, ele caminhava devagar e despreocupado.
Eis que quando chega na quinta quadra: Frio na espinha. Barriga cheia, carregada.
Era ela. A dor de barriga mal curada.
Resolve trancar o ânus e continuar andando. Mas pra onde? Ele está há apenas duas quadras da faculdade e cinco de casa. E aí? O que fazer? Continuar até a faculdade ou voltar pra casa? Resolve voltar pra casa. Sabe como é né? Mais cômodo e tal.
As quadras parecem ter sido alongadas. Caminha rapidamente, mas parece que não sai do lugar. Sua frio. Ele pode avistar o apartamento quando está há apenas uma quadra. Seus olhos brilham. Ao chegar, prefere a escada ao elevador.
Chega na porta. Parece que a chave resolve brincar de esconde-esconde dentro da sua mala. Com esforço, encontra a chave.
Vai abrir a porta e...tarde demais.
Márcio fica com as pernas, a calça, a meia e o tênis todos borrados. Toma banho e resolve não ir à aula.
Certo dia estava sozinho em casa, saindo pra ir à aula. Mesmo atrasado, ele caminhava devagar e despreocupado.
Eis que quando chega na quinta quadra: Frio na espinha. Barriga cheia, carregada.
Era ela. A dor de barriga mal curada.
Resolve trancar o ânus e continuar andando. Mas pra onde? Ele está há apenas duas quadras da faculdade e cinco de casa. E aí? O que fazer? Continuar até a faculdade ou voltar pra casa? Resolve voltar pra casa. Sabe como é né? Mais cômodo e tal.
As quadras parecem ter sido alongadas. Caminha rapidamente, mas parece que não sai do lugar. Sua frio. Ele pode avistar o apartamento quando está há apenas uma quadra. Seus olhos brilham. Ao chegar, prefere a escada ao elevador.
Chega na porta. Parece que a chave resolve brincar de esconde-esconde dentro da sua mala. Com esforço, encontra a chave.
Vai abrir a porta e...tarde demais.
Márcio fica com as pernas, a calça, a meia e o tênis todos borrados. Toma banho e resolve não ir à aula.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Cagada bichô! 1
Márcio estava em um daqueles feriados totalmente sem grana, afinal, ele era só mais um jovenzinho de uns 15 anos que trabalhava na VASP - Vagabundos Anônimos Sustentados pelos Pais (não ouvia isso desde que estava no ensino médio, 1° ano presumo, mas esses dias ouvi isso de uma garota que supostamente está no ensino médio, e achei por bem reproduzir).
Mas, seu colega/vizinho/amigo Alexandre o chamou para ir à praia:
- Ô Marcião, vamo pra praia piá?
- Ah meu, to sem grana.
- Mas vamo aê. Você fica lá em casa, meu pai tá lá, tem comida e tudo. Você só gasta o que for tomar por fora.
- Vamo aê intão.
Faceiro, Márcio foi a Matinhos Beach. No dia em que chegaram o ânimo dos amigos era total. Saíram à noite e foram tomas umas biritas.
Na avenida, o calçadão estava cheio de barracas de capeta, e lá os dois rapazotes fizeram a festa, provando todos os capetas possíveis e virando no capeta.
Contando os passos, Márcio e Alexandre foram pra casa e deitaram imediatamente. Márcio levantou e resolveu ir ao banheiro.
Era um banheiro enorme, branco, reluzente, com os azulejos sem nenhuma sujeirinha, no meio da parede havia uma faixa dourada. Ele vai até a patente, a patente mais limpa que viu na vida. Abaixou a calça e sentou-se. Fez força para evacuar, fez força, força, muita força.
- Máááááááááááááááááááááááááááááááááárcio, você tá cagado!
Gritou Anderson, o tio de Alexandre que tinha acabado de chegar de viagem e pegou Márcio tendo um sonho in-SÓLIDO.
Envergonhado, no dia seguinte Márcio acordou às 8h e só voltou às 21h.
Desse dia em diante Márcio é convidado para todas as festas da família de Alexandre, e se há algum membro que ainda não conheça a história Márcio é obrigado a contá-la.
Mas, seu colega/vizinho/amigo Alexandre o chamou para ir à praia:
- Ô Marcião, vamo pra praia piá?
- Ah meu, to sem grana.
- Mas vamo aê. Você fica lá em casa, meu pai tá lá, tem comida e tudo. Você só gasta o que for tomar por fora.
- Vamo aê intão.
Faceiro, Márcio foi a Matinhos Beach. No dia em que chegaram o ânimo dos amigos era total. Saíram à noite e foram tomas umas biritas.
Na avenida, o calçadão estava cheio de barracas de capeta, e lá os dois rapazotes fizeram a festa, provando todos os capetas possíveis e virando no capeta.
Contando os passos, Márcio e Alexandre foram pra casa e deitaram imediatamente. Márcio levantou e resolveu ir ao banheiro.
Era um banheiro enorme, branco, reluzente, com os azulejos sem nenhuma sujeirinha, no meio da parede havia uma faixa dourada. Ele vai até a patente, a patente mais limpa que viu na vida. Abaixou a calça e sentou-se. Fez força para evacuar, fez força, força, muita força.
- Máááááááááááááááááááááááááááááááááárcio, você tá cagado!
Gritou Anderson, o tio de Alexandre que tinha acabado de chegar de viagem e pegou Márcio tendo um sonho in-SÓLIDO.
Envergonhado, no dia seguinte Márcio acordou às 8h e só voltou às 21h.
Desse dia em diante Márcio é convidado para todas as festas da família de Alexandre, e se há algum membro que ainda não conheça a história Márcio é obrigado a contá-la.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Tchau
Aquele foi o baseado mais triste que Paula, Gabriele, Anderson, Marcos e Zeca tinham fumado. Esforçavam-se para que as lágrimas não caíssem na erva. A cada puxada que batia na mente lembravam mais ainda de Renato. Pela primeira vez fumavam sem querer fazê-lo. Mas fumavam, sobretudo para atender ao último pedido de um grande amigo.
“Quando eu morrer eu não quero que meus amigos fiquem tristes. Quero ver meus amigos fumando maconha em volta do meu caixão”, assim Renato falava sorridente quando se referia à morte. E sorridente era sempre o simpático Renato.
Sempre de bom humor e atencioso com os amigos, Renato adorava ir a churrascos. Certo dia foi em um churrasco na casa do Anderson, onde estava toda a galera do bairro. Curtiu junto com os amigos por uns 40 minutos e resolveu ir embora, pois tinha que encontrar a namorada e já estava atrasado.
Na hora de ir embora levantou-se e disse em tom alto: “falou aí galera”. No caminho pensou mais nos amigos e resolveu voltar. Chegou no churrasco e falou: “Ah, vou dar tchau pra cada um de vocês. Vai nessa que eu morro, daí eu nunca mais vou ver nenhum de vocês.”
Renato saiu de lá, bateu o carro e morreu.
“Quando eu morrer eu não quero que meus amigos fiquem tristes. Quero ver meus amigos fumando maconha em volta do meu caixão”, assim Renato falava sorridente quando se referia à morte. E sorridente era sempre o simpático Renato.
Sempre de bom humor e atencioso com os amigos, Renato adorava ir a churrascos. Certo dia foi em um churrasco na casa do Anderson, onde estava toda a galera do bairro. Curtiu junto com os amigos por uns 40 minutos e resolveu ir embora, pois tinha que encontrar a namorada e já estava atrasado.
Na hora de ir embora levantou-se e disse em tom alto: “falou aí galera”. No caminho pensou mais nos amigos e resolveu voltar. Chegou no churrasco e falou: “Ah, vou dar tchau pra cada um de vocês. Vai nessa que eu morro, daí eu nunca mais vou ver nenhum de vocês.”
Renato saiu de lá, bateu o carro e morreu.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Quem será?
Quem será que foi o desafortunado (a) que se deu ao trabalho de dar um código para cada letra do alfabeto e ninguém usar essa fonte?
Obs.: Se o autor (a) estiver lendo: aí brother, lembrei de você viu!!!
TRADUÇÃO:
Quem será que foi o desafortunado (a) que se deu ao trabalho de dar um código para cada letra do alfabeto e ninguém usar essa fonte?
Obs.: Se o autor (a) estiver lendo: aí brother, lembrei de você viu!!!
Obs.: Se o autor (a) estiver lendo: aí brother, lembrei de você viu!!!
TRADUÇÃO:
Quem será que foi o desafortunado (a) que se deu ao trabalho de dar um código para cada letra do alfabeto e ninguém usar essa fonte?
Obs.: Se o autor (a) estiver lendo: aí brother, lembrei de você viu!!!
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