quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mas... (final alternativo)

Ele não sabe se arrisca ou deixa para a próxima vez.
Mas e se não tiver próxima vez? Melhor arriscar.
Mas e se tomar um tapa na cara? Melhor não arriscar.
Mas e se ela não estiver tão bêbada no próximo encontro e perceber a grande burrada que cometeu? Melhor arriscar.
Mas e se ela estiver afim de algo mais sério e ele jogar fora as chances? Melhor não arriscar.
Mas...ah, que mulher aceita dormir na casa do homem e não vai querer nada? Melhor arriscar.
Mas ela se fez tanto de difícil até agora. Melhor não arriscar.
A dúvida povoa sua cabeça, ou melhor, suas cabeças. Ele não sabe com qual delas pensar. A vontade de arriscar a aproximação é grande, levando-se em consideração o tempo em que estava na seca. Se conseguisse seria maravilhoso. Ele queria e até certo ponto precisava daquilo. Seria a conclusão do ato a que ele se dispôs quando decidiu conversar com ela. Foi a primeira coisa que pensou quando a viu dançando. Aquele quadril balançando na pista, mesmo entre muitos outros foi o daquela moça que o chamou mais a atenção. E agora o seu sonho de consumo (ao menos naquela noite) estava ali, só ele, há poucos palmos de distância. Mas...
Por outro lado, percebeu que ela não era apenas um sonho de consumo noturno. Aquela menina era especial. Ela era realmente interessante, não só fisicamente. Ela era inteligente. Era simpática. Seria até um pecado usá-la daquele jeito. Ela não era daquelas para uma noite e nada mais. Valia a pena um investimento. E uma tentativa falha poderia jogar por água abaixo tudo o que poderia acontecer no futuro. Mas...
Mas ele resolveu seguir a filosofia que vinha seguindo nos últimos meses: a filosofia do foda-se. Influenciado pelo álcool ele decide arriscar. Arriscar não, conseguir. Estava realmente decidido.
Ele se aproxima e a abraça. Ela se aconchega em seus braços, isso serve de grande estímulo. Ele segue em frente seu plano. Dá um beijo atrás da orelha. Ela dá um sorriso safado. O aval foi cedido. Mão por baixo da blusa. Barriguinha. Seios. Faz uma longa prévia até que resolve colocar a mão por dentro das calças. Seguindo o caminho indicado pelos pêlos que partiam do umbigo chegou aos pêlos pubianos. Devarinho. Quando estava quase chegando lá a voz que até então era delicada se torna grossa e exclama:
- Tira a mão daê rapá.
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